Dólar, moeda americana que começou o dia em alta

Dólar começa o dia em alta com ameaças de Trump ao Brics

Há 7 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O dólar começou o dia em alta de 0,54% nesta segunda-feira, atingindo R$ 5,4533 por volta das 9h20. A escalada da moeda americana ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas adicionais de 10% para países que se alinharem às “políticas antiamericanas do Brics”.

Nova ameaça tarifária amplia tensões comerciais globais

Trump divulgou a medida em sua conta na rede Truth Social sem especificar quais países serão afetados. A declaração não esclareceu quais ações caracterizam o alinhamento às supostas políticas antiamericanas do bloco econômico.

A ameaça surge após o Brics divulgar a “Declaração do Rio de Janeiro”, defendendo o multilateralismo e rejeitando ações unilaterais. O documento reforça o papel de instituições como a ONU e pede respeito ao direito internacional.

Mercados reagem com nervosismo às incertezas comerciais

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operará a partir das 10h sob pressão das novas tensões. Na sexta-feira, o índice avançou 0,24%, atingindo 141.264 pontos, novo recorde histórico.

Os investidores avaliam que o aumento das tarifas pode elevar preços ao consumidor e custos de produção. Esse cenário pressiona a inflação e pode forçar o Federal Reserve americano a manter juros altos por mais tempo.

Países do Brics reagem às declarações americanas

A China criticou o uso de tarifas como instrumento de coerção, enquanto a Rússia destacou que o Brics nunca atuou contra terceiros. A África do Sul afirmou que o bloco busca apenas reformar a ordem multilateral global.

As reações imediatas dos países membros demonstram preocupação com possíveis retaliações cruzadas. A sinalização de Trump aumenta riscos de novo ciclo de tensões comerciais com impactos na inflação mundial.

Prazo para acordos bilaterais é ampliado até agosto

Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão cartas aos países com lista de tarifas que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto. A medida concede três semanas adicionais para renegociar acordos bilaterais e evitar o tarifaço.

A suspensão de 90 dias das tarifas estava prestes a expirar, mas poucos acordos foram firmados até o momento. Washington fechou apenas pactos limitados com Reino Unido e Vietnã durante o período de trégua.

Questão do IOF adiciona pressão ao mercado brasileiro

No Brasil, o mercado aguarda desdobramentos sobre o Imposto sobre Operações Financeiras. O ministro Alexandre de Moraes suspendeu todos os decretos sobre o tributo, determinando audiência de conciliação entre governo e Congresso.

A decisão do Supremo Tribunal Federal adiciona incerteza ao cenário doméstico já pressionado pelas questões comerciais internacionais. Os investidores monitoram os próximos passos da disputa institucional sobre a competência tributária.

Mercados globais oscilam com renovada incerteza

Os índices acionários da China e Hong Kong caíram nesta segunda-feira, refletindo nervosismo entre investidores. O índice CSI300 recuou 0,43%, enquanto o SSEC subiu apenas 0,02% em Xangai.

Na Europa, o índice Stoxx 600 operava estável com desempenho misto das bolsas regionais. Nos Estados Unidos, os índices futuros operaram em leve queda, evidenciando o aumento da incerteza comercial global.


Resumo para Instagram/X (280 caracteres): Dólar sobe para R$ 5,45 após Trump ameaçar tarifas de 10% a países alinhados ao Brics. Mercados reagem com nervosismo às novas tensões comerciais. Prazo para acordos bilaterais vai até agosto.

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Meta-descrição (160 caracteres): Dólar dispara para R$ 5,45 após Trump ameaçar tarifas a países do Brics. Mercados globais reagem com nervosismo às tensões comerciais crescentes.

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