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Luis Roberto Barroso, presidente do STF e do CNJ

Presidente do CNJ visita Quilombo dos Palmares em encontro sobre direitos humanos

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, visitou o Quilombo dos Palmares na manhã desta segunda-feira (2/6). A visita aconteceu durante o I Encontro Nacional de Órgãos e Assessorias de Direitos Humanos do Judiciário Brasileiro, realizado no Parque Memorial, na Serra da Barriga, em Alagoas.

Barroso foi recebido com apresentação do grupo cultural Olóòmiayyé, do Quilombo Muquem, erguido aos pés da Serra da Barriga. As crianças e jovens dançaram ao ritmo de atabaques, alfoias, xequeres e agogôs, fazendo referência ao caboclo boiadeiro, figura lendária que habitou as mesmas terras de Zumbi dos Palmares.

Durante a cerimônia, o ministro descerrou placa comemorativa à sua presença no local. A homenagem da Fundação Cultural Palmares registra que Barroso caminhou pelo “solo sagrado do maior e mais duradouro quilombo do Brasil, onde se respira a memória de lutadores e lutadoras por justiça e liberdade”.

## Simbolismo e compromisso com a diversidade

Ao falar para cerca de 200 pessoas, Barroso destacou a satisfação em participar do evento que reúne lideranças de movimentos negros e quilombolas. “Vir aqui, onde foi o Quilombo dos Palmares, é muito simbólico e significa o que queremos para o nosso presente e o nosso futuro”, ressaltou.

O ministro esclareceu que nem todas as reivindicações apresentadas durante o passeio são da alçada do Judiciário. “Mas, como parceiros de demais atores, podemos contribuir para que essas demandas cheguem a quem de direito”, afirmou sobre os diversos pedidos de lideranças.

As solicitações incluem acesso a direitos básicos como saúde e educação, já previstos na Constituição. “O Judiciário é parceiro no esforço para ampliação do direito a todos”, enfatizou o presidente do CNJ.

## Políticas para inclusão no Judiciário

Barroso informou sobre políticas públicas concretizadas pelo CNJ que visam à inclusão e proteção às comunidades vulneráveis. “Em um país em que 50% da população se identifica como negra ou parda, temos um Judiciário majoritariamente branco”, reconheceu.

Por isso, são concedidas bolsas de estudo para candidatos negros primeiros colocados nos exames para a magistratura. “Precisamos de um Judiciário com a cara do Brasil, que é linda e multirracial”, declarou.

O ministro citou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial e falou da gratidão à população negra. “Ao estudarmos um pouco a história do Brasil, sabemos que foram mãos negras que construíram este país”, afirmou Barroso durante o evento.

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