Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens – – –
Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos – – –
Corregedoria Nacional de Justiça estabelece novas regras para agilizar venda de bens apreendidos pela PF  – – –
STF reconhece repercussão geral de revisão de valores pagos a hospitais que atendem pelo SUS – – –
Eleitores não podem ser presos a partir desta terça, a cinco dias do segundo turno – – –
André Mendonça, do TSE, é designado o relator do pedido de Lula para quebra de sigilos – – –
Campanha contra assédio eleitoral segue no segundo turno após quase mil denúncias – – –
Mulher é condenada por extorsão após simular o próprio sequestro para tirar dinheiro da mãe – – –
TJDFT mantém indenização de R$ 18 mil a mãe e filhos abordados sob suspeita de furtar chinelo já pago – – –
Zanin cobra explicações do TSE e reabre disputa judicial sobre eleição no Rio – – –

Previdência rural tem déficit bilionário e falhas estruturais, aponta TCU

Há 1 ano
Atualizado quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Da Redação

O Tribunal de Contas da União (TCU) acendeu um alerta sobre a sustentabilidade da previdência rural. Em auditoria divulgada nesta quarta-feira (27/8), o órgão apontou desequilíbrio financeiro, falhas de gestão e forte dependência da Justiça para concessão de benefícios. Em 2024, as despesas chegaram a R$ 196,9 bilhões, enquanto a arrecadação somou apenas R$ 9,8 bilhões.

A previdência rural foi criada em 1963, com o Estatuto do Trabalhador Rural, para garantir proteção social a pequenos agricultores, pescadores artesanais, indígenas e trabalhadores em regime de economia familiar. Com o tempo, o número de benefícios aumentou de forma expressiva. Entre 2015 e 2024, o volume saltou de 798 mil para 1,2 bilhão, um crescimento de 49%.

Apesar da importância social, a auditoria identificou falhas na formulação da política. Apenas 22% dos requisitos básicos são atendidos, enquanto 78% têm execução parcial. Segundo o TCU, o problema está na indefinição de quem deve ser contemplado e na ausência de critérios claros para avaliar causas e consequências das fragilidades do sistema.

Déficit estrutural e judicialização

O peso financeiro é significativo: em 2024, os benefícios rurais representaram mais de 21% de todos os pagamentos do INSS. O contraste entre despesas e receitas deixa evidente o déficit estrutural, já que a arrecadação não cobre sequer uma fração dos gastos.

Outro ponto crítico é a judicialização. Em dezembro de 2024, 34,8% dos benefícios rurais foram concedidos por decisão judicial, enquanto entre os benefícios urbanos essa taxa foi de 13,8%. Para o TCU, essa diferença mostra falhas no acesso administrativo aos direitos, levando milhares de segurados a depender da Justiça.

Sonegação e cadastro incompleto

A auditoria também revelou problemas na arrecadação. A Receita Federal estima que a sonegação no setor rural tenha variado, em 2024, entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,6 bilhões. O motivo está no grande volume de atividades rurais fora do alcance do fisco, na omissão de informações e em práticas de evasão.

Além disso, o público-alvo da política não está bem delimitado. Os critérios para comprovar atividade rural ainda são frágeis, e o cadastro dos segurados especiais no CNIS não foi implementado. Isso dificulta identificar com precisão quem realmente deve receber os benefícios.

Recomendações do TCU

Para o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, a previdência rural “não está adequada ao contexto vigente, às reais necessidades da população rural e ao interesse público na otimização da gestão dos recursos públicos”.

O TCU determinou que o Ministério da Previdência Social apresente, em até 180 dias, um plano de ação para revisar e avaliar periodicamente a política, adaptando-a às mudanças sociais e econômicas. Também recomendou que o Ministério, o INSS e a Receita Federal façam estudos sobre as causas da sonegação e proponham medidas de combate, além de fortalecer mecanismos de controle da arrecadação dos segurados especiais.

Autor

Leia mais

Ministra Nancy Andrighi, do STJ

Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens

Há 14 horas
Atropelamento do tio do ministro Guilherme Boulos

Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos

Há 14 horas
Carros apreendidos pela PF

Corregedoria Nacional de Justiça estabelece novas regras para agilizar venda de bens apreendidos pela PF 

Há 16 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

STF reconhece repercussão geral de revisão de valores pagos a hospitais que atendem pelo SUS

Há 16 horas

Eleitores não podem ser presos a partir desta terça, a cinco dias do segundo turno

Há 17 horas
Ministro André Mendonça, do STF e do TSE

André Mendonça, do TSE, é designado o relator do pedido de Lula para quebra de sigilos

Há 17 horas