Associações lançam manifesto “pela continuidade e aprofundamento da democracia” – – –
Pacheco assume no TCU defendendo diálogo, fortalecimento das instituições e respeito às leis – – –
TSE empossa novo ministro e elege corregedor-geral da Justiça Eleitoral até dezembro de 2027 – – –
Gilmar Mendes exalta primeiro ano de Fachin no comando do STF e relembra divergências na Lava Jato – – –
Vendedor cobra horas extras e acaba condenado, na reconvenção, por concorrência desleal – – –
Contagem regressiva: mais de 90% das urnas estão prontas, mas o clima preocupa o TSE – – –
Companhia aérea é condenada por despachar bagagens sem os passageiros a bordo – – –
CNJ: quase 60% das audiências de custódia por crimes de drogas resultam em prisão preventiva – – –
STF julga nesta quarta previdência de servidores, dividendos de empresas devedoras e planos de saúde – – –
TJGO condena homem a pagar pensão vitalícia a ex-esposa por tê-la proibido de trabalhar durante 32 anos – – –

PGR defende veto à repatriação de criança em casos de violência doméstica

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se parcialmente favorável à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7686, que questiona uma norma da Convenção de Haia sobre o sequestro internacional de crianças, em julgamento no Supremo Tribunal Federal. 

Autor da ação, o PSOL pede que, se houver suspeita de violência doméstica, o STF proíba a repatriação de crianças ao país de origem se elas forem trazidas ao Brasil pela mãe sem a autorização do pai. O argumento é que as exceções de não retorno da criança, previstas no tratado, também deveriam ser aplicadas quando o menor não for a vítima primária direta ou exposta ao perigo.

“Havendo elementos concretos, objetivos, que apontem para a essa realidade hostil, realidade agressiva para os interesses do menor, uma vez que a nossa Constituição exige atenção absoluta, prioritária para a criança, esse fato já seria cenário para uma objeção ao retorno”, afirmou.

Gonet citou como exemplo de indícios que poderiam configurar cenário prejudicial à criança no país de origem,o fato da mulher não poder fazer o registro da violência doméstica no país em que ela se encontrava.

O objeto da ação é a exceção contida no artigo 13 b do tratado internacional, que impede a devolução imediata de crianças transferidas irregularmente quando se provar que existe risco grave de, no retorno, ela ser submetida a perigos de ordem física ou psíquica, ou, de qualquer modo, ficar numa situação intolerável.

Luciene Cavalcante, advogada do PSOL, defendeu que, se houver suspeita de violência doméstica, o STF inclua o retorno dos menores nas regras de exceções do tratado e proíba a repatriação dessas crianças ao país de origem se elas forem trazidas ao Brasil pela mãe sem a autorização do pai. 

“São mulheres em vulnerabilidade que possuem o direito de serem acolhidas e protegidas com os seus filhos”.

A advogada chegou a se emocionar na tribuna e fez um apelo aos ministros do Supremo. 

“Clamamos por justiça e que a Convenção de Haia seja aplicada a partir dos princípios da nossa Constituição”. 

Rodrigo Carmona, que representou a Advocacia – Geral da União, se manifestou pela interpretação conforme a Constituição. No entanto, afirmou que a AGU entende que a violência doméstica só se encaixa nas exceções de não retorno da criança ao país de origem, se for comprovada. 

Ele alertou que, se o Brasil adotar a medida baseada apenas em suspeitas, corre o risco de ser exposto internacionalmente como não cumpridor da Convenção. 

“ Se o Brasil seguir uma linha isolada correremos o risco de os países entenderem que não estamos cumprindo a Convenção. Se isso ocorrer, deixarão de aplicar a reciprocidade e deixarão de atender os nossos pedidos de cooperação”, afirmou. 

A deputada Soraya Santos, representante da Câmara dos Deputados, discordou da AGU. Ela ressaltou que o tratado foi assinado há mais de 40 anos e precisa ser atualizado. E que o simples risco já é um agravante para impedir a repatriação da criança. Segundo ela, a forma como a Convenção está sendo interpretada tem sido algoz para as mães de Haia, que não deveriam ser tratadas como sequestradoras.

“A Constituição é clara, em qualquer conflito que o que se sobrepõe é a vida”.

Depois das sustentações orais, o julgamento foi suspenso e o início da votação ainda será marcado.

 

 

Autor

Leia mais

Campanha pelo fortalecimento da democracia

Associações lançam manifesto “pela continuidade e aprofundamento da democracia”

Há 60 minutos

Pacheco assume no TCU defendendo diálogo, fortalecimento das instituições e respeito às leis

Há 1 hora
Sessão do TSE de posse de novo ministro

TSE empossa novo ministro e elege corregedor-geral da Justiça Eleitoral até dezembro de 2027

Há 2 horas

Gilmar Mendes exalta primeiro ano de Fachin no comando do STF e relembra divergências na Lava Jato

Há 2 horas

Vendedor cobra horas extras e acaba condenado, na reconvenção, por concorrência desleal

Há 3 horas

Contagem regressiva: mais de 90% das urnas estão prontas, mas o clima preocupa o TSE

Há 3 horas