Exposição no Rio de Janeiro retrata desafios democráticos brasileiros de 1964 a 2023

Há 6 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Uma exposição realizada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro conquistou o Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário na categoria Patrimônio Cultural Museológico. A mostra aborda os principais desafios enfrentados pela democracia brasileira ao longo de quase seis décadas.

A “Exposição Democracia na Balança: 1964 – 2024” está montada no Museu da Justiça de Niterói. Desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Salgado de Oliveira, de Goiânia, já recebeu mais de 5.800 visitantes presenciais.

A exposição digital também alcançou expressivos números, com seis mil visualizações online. O projeto foi resultado da colaboração entre diversas equipes especializadas do Museu da Justiça fluminense.

Três eixos temáticos fundamentais

A mostra está organizada em três eixos principais: repressão, mobilizações populares e redemocratização. Cada seção apresenta aspectos específicos dos períodos históricos abordados, contextualizando os desafios democráticos.

Entre os episódios destacados está a promulgação da Constituição Federal de 1988. A Carta Magna representa marco fundamental na redemocratização brasileira e no fortalecimento das instituições democráticas.

A exposição utiliza fotografias e documentos oficiais para mostrar a atuação dos Três Poderes em defesa da democracia. O material histórico evidencia momentos cruciais da resistência institucional durante períodos autoritários.

Processos históricos em destaque

Diego Soares Bertucio, co-curador da exposição, destaca dois processos emblemáticos apresentados na mostra. O primeiro trata da militante política Inês Etienne Romeu, que viveu entre 1942 e 2015.

O segundo processo investigativo aborda a morte de Juscelino Kubitschek, ex-presidente que governou entre 1956 e 1961. Segundo Bertucio, este caso deve ser reaberto com base em novas evidências descobertas.

O co-curador considera que o maior desafio foi abordar tema tão sensível para o país. “Revisitar esses processos dolorosos exigiu cuidado especial na apresentação dos fatos históricos”, explica o pesquisador.

Impacto educacional e social

A iniciativa promoveu ciclos de debates com acadêmicos especializados. Participaram pesquisadores da Universidade Salgado de Oliveira e do próprio Museu da Justiça, enriquecendo o conteúdo apresentado.

A exposição articula memória, educação e direitos humanos de forma inovadora. Esta abordagem amplia o alcance social da Justiça na preservação e fortalecimento dos valores democráticos.

Este é o segundo reconhecimento do TJRJ pelo Conselho Nacional de Justiça. Em 2022, o tribunal já havia sido premiado por projeto sobre “Pandemia e Epidemias do Rio de Janeiro”.

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