STF ratifica condenação de Eduardo Bolsonaro por coação processual – – –
Para ministro Gilmar Mendes, do STF, reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais – – –
Banco não pode rescindir conta corrente sem aviso prévio, decide TJSP – – –
Aposentados que votarem nas eleições ficarão liberados de fazer prova de vida do INSS – – –
Justiça Federal do DF bloqueia acesso a seis sites que vendiam diplomas e certificados falsos – – –
Pangarés, pero no mucho! – – –
TJDFT mantém condenação de construtora por desabamento de muro de arrimo – – –
TJDFT nega indenização a vítima de deepfake em caso ocorrido antes da decisão do STF sobre o tema – – –
Moraes determina que defesa informe data de exame de sangue de Bolsonaro – – –
Uber é condenada a pagar R$ 206 milhões por morte de jovem – – –
Fachada da sede do CNJ, em Brasília

CNJ mantém condenação de juiz por praticar assédio moral contra servidores

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou, por unanimidade, recurso do juiz Adelino Augusto Pinheiros Pires e manteve punição aplicada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) contra o magistrado. Em 2023, o TJES determinou sua remoção compulsória da vara onde atuava no município de Pancas (ES), por práticas de assédio moral contra servidores.

Pinheiros Pires tinha pedido ao órgão de controle do Judiciário que fosse anulada a condenação por irregularidades, na 2ª Vara de Pancas, integrada por ele. Mas ao avaliarem o caso, os conselheiros ressaltaram que o processo disciplinar apontou três problemas na atuação do magistrado.

Assédio, perseguição e atrasos

Foram esses: comprovação de assédio a servidores, que teriam desenvolvido problemas de saúde devido ao tratamento recebido; perseguição a um advogado que atuava em processos sob sua responsabilidade; e atraso no julgamento de ações, algumas paradas há mais de cinco anos.

O relator do caso no TJES, desembargador Raimundo Ribeiro, afirmou que as irregularidades violaram a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) e o Código de Ética da Magistratura Nacional

O tribunal ainda encaminhou o caso ao Ministério Público para análise de possível prática de crimes e determinou que a corregedoria acompanhe o juiz por dois anos.

Entenda o caso

Conforme informações do TJES, “à época, o magistrado não tratava os servidores com a urbanidade, a cortesia e o respeito necessários ao bom andamento do trabalho, violando a Loman e o Código de Ética da Magistratura”.

Outro ponto destacado foi a suposta perseguição a um advogado que atuava em diversos processos em tramitação na Comarca de Pancas. No julgamento do caso, ficou comprovado que Adelino Pires “não agiu com imparcialidade em razão da animosidade que tinha com o advogado”.

O terceiro ponto do PAD que levou à condenação do magistrado foi a demora para julgar os casos que estavam sob sua responsabilidade. Conforme o voto do relator, foram localizados processos parados há mais de cinco anos, além de ter sido verificado que o juiz não cumpria as metas estabelecidas pelo CNJ, gerando “repercussão negativa ao Judiciário”.

Remoção

Mesmo reconhecendo a gravidade dos fatos, o TJES considerou, em relação ao caso, que não cabia a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao juiz, porque a pena máxima prevista na legislação para magistrados, em processo disciplinar, deve ser reservada a situações excepcionais, seguindo decisões do CNJ. 

Por isso, foi aplicada a pena de remoção compulsória. A defesa de Pires não se manifestou sobre a decisão do CNJ de manter a condenação contra ele. O caso permanece em aberto enquanto as medidas determinadas pelo TJES não forem cumpridas.

-Com informações do CNJ e do TJES

Autor

Leia mais

STF ratifica condenação de Eduardo Bolsonaro por coação processual

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Para ministro Gilmar Mendes, do STF, reajuste do Bolsa Família não fere regras eleitorais

Há 2 dias
Balança da Justiça, Martelo da Justiça e código

Banco não pode rescindir conta corrente sem aviso prévio, decide TJSP

Há 2 dias
Idoso votando dentro de uma cabine de votação

Aposentados que votarem nas eleições ficarão liberados de fazer prova de vida do INSS

Há 2 dias
Diplomas falsos

Justiça Federal do DF bloqueia acesso a seis sites que vendiam diplomas e certificados falsos

Há 2 dias

Pangarés, pero no mucho!

Há 2 dias