TJMG condena concessionária por acidente com cavalo – – –
Justiça mantém justa causa por assédio a aprendiz – – –
TST condena empresa por obrigar motorista a viajar – – –
STF julga limites de acesso a dados sigilosos – – –
Operação Jogo de Sombras apura fraudes em bets – – –
Justiça do DF condena vizinho por perseguir idoso – – –
TSE aprova forças federais para eleições 2026 – – –
Justiça condena fraude em cotas de Medicina na UFSM – – –
TRF4: juiz Eduardo Appio perde cargo por furto – – –
STF valida cargos comissionados no MPPE – – –
posto de pedágio em rodovia

TST obriga concessionária de rodovia a indenizar funcionária atropelada

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho confirmou condenação de concessionária rodoviária que deve indenizar funcionária atropelada por condutor que se recusava a pagar pedágio, aplicando o princípio da responsabilidade objetiva por risco da atividade.

Uma situação inusitada em Nova Odessa (SP) resultou em importante precedente trabalhista. A agente de atendimento, com apenas 25 dias de trabalho, foi orientada a abordar motorista cuja passagem foi negada na cancela automática. Durante a abordagem por trás do veículo, o condutor deu marcha à ré e a atropelou.

A funcionária sofreu fratura no tornozelo e foi demitida após o término da estabilidade acidentária. Perícia médica constatou redução permanente de 20% em sua capacidade laboral. A gravidade das sequelas fundamentou os pedidos de reparação por danos morais, estéticos e materiais.

Responsabilidade objetiva confirmada

O ministro Cláudio Brandão, relator do caso, esclareceu os fundamentos da decisão. Embora a responsabilidade patronal por acidentes geralmente exija prova de dolo ou culpa, algumas situações dispensam essa comprovação. O risco acentuado da atividade justifica a responsabilização objetiva.

A concessionária assume integralmente os riscos do negócio que explora. O acidente ocorreu durante o exercício das funções laborais em benefício da empregadora. Independentemente de culpa direta pelo atropelamento, a empresa responde pelos danos causados à trabalhadora.

Instâncias ordinárias divergiram

O juízo de primeiro grau e o TRT da 15ª Região inicialmente rejeitaram os pedidos indenizatórios. Segundo os magistrados regionais, o acidente resultou de ato ilegal de terceiro estranho à relação de trabalho. A atitude imprudente e inconsequente do motorista afastaria qualquer responsabilidade patronal.

O TRT chegou a afirmar que o contexto excluiria presunção de contribuição empresarial para o evento. Mesmo por omissão, não haveria como imputar culpa à concessionária pelo comportamento criminoso do condutor. A decisão não prosperou na instância superior.

Valores das reparações

A decisão unânime estabeleceu indenização de R$ 30 mil por danos morais à trabalhadora. Igual montante foi arbitrado para reparação por danos estéticos decorrentes das lesões. Os danos materiais serão apurados em fase posterior de liquidação.

A fundamentação destacou que atividades de maior risco exigem proteção especial aos empregados. Concessionárias rodoviárias desenvolvem serviços que expõem funcionários a situações de perigo acentuado. A responsabilização objetiva protege trabalhadores vulneráveis nessas circunstâncias.

O precedente fortalece a proteção jurídica de categorias expostas a riscos profissionais específicos. Operadores de pedágio, seguranças, cobradores e outras profissões similares ganham maior amparo legal. A decisão também reforça o princípio de que o empregador deve assumir integralmente os riscos do empreendimento.

Autor

Leia mais

TJMG condena concessionária por acidente com cavalo

Há 3 horas

Justiça mantém justa causa por assédio a aprendiz

Há 4 horas

TST condena empresa por obrigar motorista a viajar

Há 5 horas

STF julga limites de acesso a dados sigilosos

Há 5 horas

Operação Jogo de Sombras apura fraudes em bets

Há 5 horas
Sede do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), em Brasília

Justiça do DF condena vizinho por perseguir idoso

Há 6 horas