Gestores do 123 Milhas são denunciados por crimes financeiros

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou, nesta quinta-feira (12.12), cinco gestores do grupo 123 Milhas, empresa que, em agosto de 2023, deu calote em um grande número de pessoas ao suspender pacotes e passagens aéreas, propondo em troca ressarcimentos por meio de vouchers.

O grupo foi acusado de ter cometido crimes financeiros que causaram prejuízos bilionários a consumidores e credores, além de fraudes contábeis, lavagem de dinheiro e crimes contra as relações de consumo.

Os gestores denunciados são Ramiro Julio Soares Madureira, Augusto Julio Soares Madureira, Tania Silva Santos Madureira, Cristiane Soares Madureira do Nascimento e José Augusto Soares Madureira.

Conforme especifica a denúncia do MP, entre junho de 2022 e agosto de 2023, a empresa enganou consumidores ao comercializar a linha “Promo”, com ocultação de problemas relacionados à qualidade e viabilidade das ofertas. 

Ao mesmo tempo em que deixaram de pagar dívidas que totalizavam R$ 153 milhões, os gestores da 123 Milhas distribuíram R$ 26,2 milhões em dividendos.

Também foram identificadas, conforme a denúncia do MP, operações financeiras suspeitas, feitas por uma agência de publicidade que está sendo investigada de lavar R$ 11,5 milhões, além da criação de créditos fictícios e alienação de bens pessoais para dificultar o ressarcimento de credores. 

800 mil credores

O Ministério Público estima, segundo o documento que formalizou a denúncia, que mais de 800 mil credores, principalmente consumidores, foram afetados pela empresa e tiveram prejuízos que totalizaram cerca de R$ 2,4 bilhões.  O MP-MG solicitou à Justiça a fixação de R$1,1 bilhão para compensar danos materiais e R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Em nota, o grupo 123 Milhas negou ter praticado qualquer crime ou ter agido de má-fé contra clientes, parceiros e fornecedores. Destacou que “neste momento está focado em apresentar o plano de recuperação judicial no prazo estipulado pela Justiça, que os gestores contribuem com as autoridades, prestando as informações necessárias”. 

O grupo reiterou, no mesmo comunicado, que suas empresas “estão operando normalmente” e têm como principal objetivo gerar recursos para honrar todos os compromissos financeiros com credores”.

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