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Governo Lula deve ir à justiça nos EUA contra sanções a Alexandre de Moraes

Da Redação Por Da Redação
31 de julho de 2025
no Governo Federal, Internacionais, Manchetes, STF
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Estátua da Liberdade travestida como Themis, a Deusa da Justiça

O governo federal brasileiro estuda diferentes estratégias jurídicas para contestar as sanções americanas impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Entre as alternativas avaliadas está a possibilidade de contratar representação legal especializada nos Estados Unidos para atuar em defesa do magistrado brasileiro.

As discussões sobre a resposta às medidas punitivas de Donald Trump intensificaram-se nesta quarta-feira, envolvendo autoridades do Executivo e integrantes da Corte Suprema. A expectativa é que qualquer reação oficial seja coordenada pela Advocacia-Geral da União em parceria com o Ministério das Relações Exteriores.

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Estratégias jurídicas em análise

Duas principais linhas de ação estão sendo consideradas pelo governo brasileiro. A primeira envolve a contratação de escritório de advocacia americano para representar diretamente o ministro Alexandre de Moraes perante as autoridades judiciais dos Estados Unidos.

A segunda alternativa prevê o questionamento das sanções através de ação que conteste a interferência americana na soberania das instituições brasileiras. Essa abordagem enfatizaria a independência do sistema judiciário nacional e sua autonomia para conduzir processos internos.

Articulação entre Supremo e governo

Ministros do STF mantiveram conversas intensas durante toda a tarde desta quarta-feira para definir a melhor estratégia de resposta. As discussões envolveram tanto magistrados quanto interlocutores próximos ao governo Lula, buscando uma reação coordenada e efetiva.

A avaliação predominante no Supremo é que as sanções representam tentativa de pressão sobre o julgamento de casos relacionados à tentativa de golpe de Estado. Três ministros consultados pela imprensa manifestaram preocupação com o timing das medidas americanas.

Impacto das sanções da Lei Magnitsky

A aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes representa precedente inédito envolvendo autoridade brasileira. Esta legislação americana visa punir graves violações de direitos humanos através do congelamento de ativos e restrições financeiras.

As medidas publicadas pelo Departamento do Tesouro americano determinam o bloqueio de qualquer bem ou ativo que o ministro possua nos Estados Unidos. Além disso, instituições financeiras americanas ficam proibidas de realizar operações em dólares favorecendo o magistrado brasileiro.

Soberania nacional como argumento central

Auxiliares do presidente Lula enfatizam que a soberania nacional constitui princípio inegociável nas relações diplomáticas. Esta posição fundamentará qualquer resposta oficial às sanções americanas, seja através de canais diplomáticos ou judiciais.

Magistrados do STF rejeitam categoricamente a possibilidade de que as pressões externas influenciem o andamento dos processos judiciais em tramitação. A expectativa é que o discurso sobre soberania nacional permeie todas as decisões relacionadas aos casos de tentativa de golpe.

Precedentes internacionais preocupam

A decisão americana de sancionar autoridade judicial brasileira segue padrão aplicado anteriormente contra integrantes de cortes superiores venezuelanas. Esta similaridade gera preocupação sobre possível escalada de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

O registro da sanção no site do Tesouro americano inclui Alexandre de Moraes em lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros. As restrições podem afetar até mesmo operações com cartões de crédito das bandeiras Mastercard e Visa em território americano.

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