Defensoria que ingressa em processo com período recursal em curso tem prazo dobrado, decide STJ – – –
Começa a funcionar na próxima semana novo filtro para processos ajuizados no STJ – – –
TST realiza audiência pública nesta terça (25) e discute controle do uso de banheiro no trabalho – – –
Tribunal de São Paulo ordena redução de gatos por impacto sanitário em vizinhança – – –
Dias Toffoli, do STF, rejeita pedido do governador do MA para suspender investigação – – –
Com recursos do TRE-SP e TSE rejeitados, Marçal segue inelegível até 2032 – – –
Justiça condena hospital e laboratório por vazamento em “golpe do motoboy” – – –
Defesa de Bolsonaro pede autorização para professor particular visitar filha – – –
Justiça do DF mantém condenação do BRB por transações não reconhecidas – – –
Justiça de SC autoriza menina de 7 anos a participar de campanhas publicitárias – – –
A foto mostra o senador Randolfe Rodrigues e o deputado Lindeberg Farias em pronunciamento no plenário.

Parlamentares pedem ao STF investigação de Eduardo Bolsonaro por articular tarifaço contra o Brasil

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Por Carolina Villela

O senador Randolfe Rodrigues (PT/AP) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro seja investigado por cinco crimes, incluindo o enquadramento no artigo 141 do Código Penal Militar (CPM). Os parlamentares alegam que o filho do ex-presidente teria articulado sanções econômicas contra produtos brasileiros com apoio do governo dos Estados Unidos. O Partido dos Trabalhadores (PT) já anunciado que vai pedir a suspensão imediata do mandato de Eduardo Bolsonaro.

Segundo a petição, protocolada no (INQ) 4995 Eduardo Bolsonaro teria atuado ativamente para pressionar autoridades norte-americanas a adotar medidas contra o Brasil, como forma de retaliação às decisões do STF no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa movimentação teria resultado no anúncio, feito em 9 de julho pelo presidente Donald Trump, de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados. O documento cita ainda que Eduardo comemorou a taxa publicamente em nota conjunta com o influenciador Paulo Figueiredo.

Crime militar permite responsabilização de civis

O destaque do pedido está na imputação do crime descrito no artigo 141 do Código Penal Militar: “entrar em entendimento com país estrangeiro para gerar conflito ou perturbar relações diplomáticas”. O tipo penal protege a soberania e a segurança externa do país, com pena que varia de 4 a 8 anos de prisão, podendo chegar a 24 anos em caso de ruptura diplomática ou guerra.

Embora seja um crime militar, a lei permite que civis também possam ser responsabilizados, desde que a conduta coloque em risco a soberania nacional. O Código Penal Militar, em seu artigo 9º, inciso I, prevê a aplicação de seus dispositivos a qualquer agente, civil ou militar, quando o crime não estiver previsto na legislação penal comum.

No pedido, Randolfe e Lindbergh argumentam que Eduardo agiu de forma dolosa, ao negociar e incentivar um país estrangeiro a tomar medidas contra o Brasil, em troca de apoio político pessoal e familiar.

Efetivo prejuízo ao país com aplicação de tarifas

A peça ainda ressalta que o tipo penal é formal e de perigo abstrato — ou seja, não exige que o conflito internacional ou a ruptura diplomática realmente ocorram. Basta a tentativa de interferência nas relações do Brasil com outro país para a configuração do crime. No caso de Eduardo, os autores afirma que, além da consumação formal do delito, houve efetivo prejuízo ao país, com a aplicação concreta das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Trump.

A celebração pública da medida por Eduardo Bolsonaro, exigindo “anistia ampla” e responsabilização de autoridades brasileiras, é apontada como prova da articulação deliberada para prejudicar o país.

Além do crime militar, o pedido também requer que Eduardo seja responsabilizado por coação no curso do processo, obstrução de justiça, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e atentado à soberania nacional. Os fatos seriam para proteger Jair Bolsonaro das consequências da tentativa de golpe de Estado que ocorreu em 8 de janeiro de 2023.

STF deve decidir sobre prisão preventiva e medidas cautelares

O documento requer que o STF receba a denúncia contra Eduardo Bolsonaro pelos cinco crimes, sendo quatro previstos no Código Penal e um no Código Penal Militar. Os parlamentares solicitam ainda que seja determinada a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, sob risco de fuga, continuidade delitiva e obstrução das investigações.

Caso a prisão não seja decretada, o pedido sugere a aplicação de medidas cautelares, como suspensão do passaporte diplomático e proibição de contatos com agentes estrangeiros. Os parlamentares também solicitam que o STF oficie o Itamaraty para apurar possível uso indevido de passaporte diplomático por parte de Eduardo.

Manifestações de Eduardo Bolsonaro devem ser investigadas

No mesmo dia em que Donald Trump anunciou o tarifaço contra o Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo que investiga o parlamentar pela suposta prática dos crimes de coação, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, determinou que fossem incluídas nas investigações postagens de Eduardo Bolsonaro com “o objetivo de interferir e embaraçar o regular andamento da (AP) 2668, em que o pai dele é réu, e que já se encontra em fase de apresentação de alegações finais pelas partes.

Eduardo Bolsonaro não interrompeu as publicações nas redes sociais. Nesta quinta-feira (17), ele voltou a disparar contra o ministro: “a única maneira do Brasil voltar a ter uma mínima normalidade democrática é com os EUA sancionando Moraes”, afirmou.

Autor

Leia mais

Falta de apresentação de comprovante de residência não extingue processo previdenciário

Defensoria que ingressa em processo com período recursal em curso tem prazo dobrado, decide STJ

Há 12 horas

Começa a funcionar na próxima semana novo filtro para processos ajuizados no STJ

Há 13 horas

TST realiza audiência pública nesta terça (25) e discute controle do uso de banheiro no trabalho

Há 13 horas

Tribunal de São Paulo ordena redução de gatos por impacto sanitário em vizinhança

Há 14 horas
Ministro Dias Toffoli, do STF

Dias Toffoli, do STF, rejeita pedido do governador do MA para suspender investigação

Há 14 horas
Empresário Pablo Marçal

Com recursos do TRE-SP e TSE rejeitados, Marçal segue inelegível até 2032

Há 14 horas