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Mauro Cid: Felipe Martins participou de 3 reuniões sobre golpe com Bolsonaro

Da Redação Por Da Redação
14 de julho de 2025
no Head, Trama golpista
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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e delator de Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta segunda-feira (14) às audiências de instrução processual das Ações Penais relacionadas à suposta tentativa de golpe de Estado. As oitivas, que se estenderão até 23 de julho, por videoconferência, e marcam um momento crucial para produção de provas tanto da acusação quanto da defesa nos processos que investigam a trama golpista.

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que firmou acordo de colaboração premiada, prestou depoimento na condição de informante durante a tarde. Sua fala trouxe revelações importantes sobre o envolvimento de figuras-chave do governo Bolsonaro na articulação de medidas excepcionais para reverter o resultado das eleições de 2022.

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Filipe Martins participou de três reuniões golpistas

Durante seu depoimento, Mauro Cid confirmou que o assessor de relações internacionais Filipe Martins participou de três encontros com o então presidente Jair Bolsonaro. O objetivo desses encontros era discutir alternativas para reverter o resultado eleitoral que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva.

Na primeira reunião, Martins compareceu acompanhado de um jurista e apresentou documento ao presidente. O material abordava supostas interferências do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o governo Bolsonaro, conforme relatado por Cid.

O documento possuía estrutura dividida em duas partes principais. A primeira seção apresentava considerações sobre os acontecimentos desde as eleições, enquanto a segunda tratava das ações que deveriam ser implementadas como medidas de exceção no país, incluindo a decretação de prisão de autoridades.

Alterações no documento e divergências sobre presença

Segundo o depoimento de Cid, a segunda reunião resultou em modificações no documento original. As alterações foram solicitadas pelo próprio Bolsonaro, e Filipe Martins, ao sair do encontro, fez retificações no material usando seu computador pessoal.

A terceira reunião, ainda conforme Mauro Cid, contou com a participação de representantes das Forças Armadas para apresentação do plano elaborado. No entanto, surgiu divergência sobre a presença de Filipe Martins neste encontro específico.

O advogado de Martins questionou repetidamente se Cid estava presente na terceira reunião, citando declaração do general Freire Gomes que negou a participação de Martins. Mesmo diante dos questionamentos, Mauro Cid manteve sua versão, afirmando ter certeza da participação do assessor.

Viagem aos EUA e exclusão de última hora

Mauro Cid revelou detalhes sobre a organização da viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022. Segundo ele, sua equipe era responsável pela elaboração da lista de assessores que acompanhariam o presidente em viagens privadas.

Inicialmente, o nome de Filipe Martins constava na relação de passageiros que embarcariam no avião presidencial. Contudo, a lista foi atualizada até a data da viagem, e Martins acabou não viajando com Bolsonaro para os Estados Unidos.

Negativa de planejamento de assassinatos

Durante o interrogatório, Cid fez questão de esclarecer que em nenhum momento de sua delação afirmou que o plano previa assassinatos de autoridades. Segundo ele, as medidas discutidas envolviam apenas prisões, não execuções.

O ex-ajudante de ordens também negou ter participado diretamente de qualquer planejamento golpista. Afirmou que não era o único integrante de forças especiais trabalhando próximo ao presidente e que se reportava diretamente ao general Freire Gomes em todas suas atividades.

General Mário Fernandes e postura radical

Mauro Cid fez observações sobre o comportamento do general Mário Fernandes, considerado responsável pela elaboração do documento denominado “Punhal Verde e Amarelo”. Segundo ele, Fernandes adotava postura ostensiva e provocativa ao falar sobre mudança de governo após as eleições de 2022.

O general participava ativamente de diversos grupos de WhatsApp formados tanto por integrantes do governo quanto por militares. Cid comentou que Fernandes apresentava visão mais radical sobre a situação política do país ao presidente Bolsonaro, e suas ideias repercutiam entre outros militares.

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Tags: Alexandre de MoraesBolsonarodepoimentoMauro CidSTF

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