Trump diz que considera 'uma pena' prisão de Bolsonaro

Trump diz que EUA devem realizar ações por terra contra cartéis ‘em breve’

Há 5 meses
Atualizado sexta-feira, 24 de outubro de 2025

O presidente Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (23) que “em breve” haverá uma operação em terra para interromper o fluxo de drogas da Venezuela para os Estados Unidos, sinalizando a possível ampliação de ataques que até agora se limitaram a alvos navais.
Falando na Casa Branca, Trump disse ter ordenado ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que informe o Congresso sobre os planos, e indicou que a próxima fase pode atingir infraestrutura de cartéis em solo.
A declaração ocorre após uma série de ataques navais americanos no Caribe e no Pacífico que, até ontem, teriam destruído nove embarcações e deixado pelo menos 32 mortos, segundo relatos citados pelo governo.

Escalada dos ataques e aviso ao Congresso

Trump afirmou que “ações em terra será a próxima [fase]” e pediu a Hegseth que comunique o Legislativo sobre os desdobramentos.
O presidente não detalhou alvos nem a extensão temporal da operação, limitando-se a dizer que avisou o secretário de Defesa para tratar do assunto com o Congresso.
Ao ser questionado sobre declarar guerra aos cartéis, Trump afirmou que não via necessidade formal: “Vamos simplesmente matar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país — ok? Vamos matá‑los, vocês sabem que eles morrerão.”

Repercussão regional e risco diplomático

Uma ofensiva terrestre representaria uma escalada significativa nas tensões com países vizinhos, em especial Venezuela e Colômbia, que poderiam ser direta ou indiretamente afetados por operações em seu território.
Até o momento, segundo informações citadas durante a declaração, os ataques americanos concentraram‑se em embarcações no mar, mas a sinalização de ações em terra amplia o espectro de risco e complica o quadro diplomático regional.
Autoridades e analistas temem que incursões em solo estrangeiro agravem conflitos já existentes e provoquem respostas políticas e militares de Caracas ou Bogotá.

Reação de Caracas e mobilização de tropas

Em resposta aos primeiros ataques navais, o presidente venezuelano Nicolás Maduro ordenou em setembro o envio indefinido de tropas e ativos para cinco estados, ampliando uma mobilização inicial de 15.000 soldados.
Nesta quinta‑feira, em Caracas, Maduro afirmou que caso haja um ataque estrangeiro “a classe trabalhadora deveria impor uma revolução ainda mais radical”.
A retórica chavista aponta para a possibilidade de medidas internas de segurança e maior escalonamento ideológico caso ocorram operações em solo venezuelano.

Incidentes navais e vítimas

Fontes citadas pelas declarações indicam que nove barcos foram atacados no Caribe e no Pacífico, com um saldo mínimo de 32 mortos até ontem.
Esses ataques navais, segundo o governo americano, fazem parte da campanha para interromper rotas de tráfico que, conforme a Casa Branca, têm origem ou passagem pela Venezuela.
Trump também negou reportagem que afirmou que bombardeiros B‑1 teriam voado próximos à Venezuela, ressaltando que as aeronaves permaneceram em espaço aéreo internacional.

Dilemas legais e políticos nos EUA

A comunicação direta ao Congresso sobre planos militares reflete a busca da Casa Branca por respaldo institucional, mas também anuncia um debate intenso no Legislativo sobre limites e autorizações.
A alternativa de ações em terra suscita questões sobre soberania, mandatos legais para operação em territórios estrangeiros e o potencial custo humano e financeiro dessas iniciativas.
No front político interno, a postura dura contra cartéis e rotas de tráfico pode encontrar apoio entre setores favoráveis a medidas enérgicas, mas também gerar críticas sobre riscos de escalada militar externa.

Próximos passos e incertezas

Trump deixou claro que pretende ampliar a campanha para conter o fluxo de drogas, mas não entrou em detalhes operacionais nem em cronogramas precisos.
Resta saber se o Congresso exigirá votações formais, que países vizinhos reagirão diplomaticamente, e como Caracas e Bogotá ajustarão suas defesas e posições políticas.
A situação segue volátil e sujeita a rápidas mudanças caso novas ordens executivas ou operações sejam anunciadas.

Autor

Leia mais

agência bancária em horário de atendimento

TST barra recurso de bancária e mantém perda de função por falta de provas de retaliação

Há 16 horas

Chuck Norris, lutador e lenda dos filmes de ação, morre aos 86

Há 16 horas
Mãos de mulher contam dinheiro à frente de uma placa do INSS

STJ passa a exigir contribuição previdenciária sobre terço de férias após decisão do STF

Há 17 horas
ex-ministro da justiça de Jair Bolsonaro de cabeça baixa à rente de uma bandeira do Brasil

Alexandre de Moraes autoriza Anderson Torres a deixar prisão para tratamento odontológico

Há 17 horas
Plenário do TSE lotado

TSE fixa prazo de afastamento para auditores do TCU que desejam disputar eleições

Há 17 horas
Ministro Carlos Pires Brandão, do STJ

Ministro Carlos Pires Brandão, do STJ, nega HC e mantém preso o presidente da Rioprevidência 

Há 18 horas
Maximum file size: 500 MB