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MPF recomenda veto a trechos da nova Lei de Licenciamento Ambiental

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

O Ministério Público Federal defendeu em nota técnica o veto a mais de 30 dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental aprovada pelo Congresso Nacional. O órgão aponta que a norma compromete a proteção ambiental e viola preceitos constitucionais.

O documento foi elaborado pela Câmara de Meio Ambiente, Câmara de Populações Indígenas e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. A análise critica modalidades mais permissivas de licenciamento e dispensa para setores como agronegócio.

Principais pontos contestados

Entre os dispositivos questionados estão a criação do autolicenciamento e da Licença Ambiental Especial, que permitiriam aprovação baseada apenas em declarações dos interessados. O MPF considera essas medidas inadequadas para empreendimentos de grande impacto.

A exclusão da participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas em territórios não homologados também é criticada. O órgão aponta violação aos direitos territoriais originários reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal.

Riscos de retrocesso ambiental

A nota técnica identifica enfraquecimento de garantias ambientais e proteção de comunidades tradicionais. O texto aprovado contraria jurisprudência consolidada do STF em diversas decisões específicas sobre o tema.

O MPF destaca violação ao princípio da vedação ao retrocesso socioambiental, reconhecido constitucionalmente. A flexibilização proposta representa desmonte do sistema de licenciamento, segundo a análise.

Impactos em direitos fundamentais

A retirada da exigência do Cadastro Ambiental Rural e flexibilização da Lei da Mata Atlântica preocupam o Ministério Público. As medidas afetam diretamente o direito ao meio ambiente equilibrado previsto na Constituição.

O órgão já havia alertado o Congresso sobre os riscos durante a tramitação do projeto. Reuniões com senadores e participação em audiências públicas marcaram a atuação preventiva do MPF.

A renovação automática de licenças e dispensa de análise técnica completam o quadro de preocupações. O documento conclui que o conjunto representa retrocesso injustificado na proteção ambiental brasileira.

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