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Justiça de SP considera válida cobrança de honorários por advogados retirados do caso depois do êxito da ação

Há 2 horas
Atualizado segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Da Redação

Decisão recente da Justiça de São Paulo reconheceu como válida a cobrança de  R$ 125,2 mil feita por advogados sócios de um escritório que atuaram em determinada ação previdenciária até o trânsito em julgado. 

O cliente que recebeu a cobrança apresentou embargos à execução com o argumento de que não firmou contato diretamente com o advogado que passou a representá-lo e sim, com outra advogada do mesmo escritorio, que posteriormente substabeleceu os poderes sem a sua anuência.

Mas para a juíza que deu a decisão, prevaleceu a tese de que a revogação do mandato após o êxito da ação não afasta o dever da parte de pagar honorários advocatícios. 

Sem reserva de poderes

O referido cliente também afirmou que o contrato previa honorários ad exitum (pôr êxito, pagos somente em caso de resultado favorável) ou seja: condicionados ao efetivo recebimento dos valores. E alegou que, como o precatório ainda não havia sido levantado, a cobrança seria prematura. 

Em resposta, o advogado afirmou que o substabelecimento ocorreu sem reserva de poderes, o que lhe transferiu integralmente a representação e o direito aos honorários. E afirmou que atuou em todas as etapas da fase de conhecimento, inclusive em grau recursal, até o trânsito em julgado da ação previdenciária. 

Dever de pagamento pelo serviço

Segundo a defesa, a revogação foi imotivada e somente ocorreu após a vitória definitiva — situação que, nos termos contratuais, anteciparia a exigibilidade da verba honorária.

Para a magistrada que avaliou o processo, a juíza Juliana Di Berardo, da 3ª Vara Cível de Limeira (SP), “o substabelecimento sem reservas confere ao novo patrono todos os poderes e direitos decorrentes do mandato, inclusive quanto aos honorários”.

A juíza também ressaltou, em sua decisão, que a ausência de comunicação formal ao cliente não invalida a atuação do advogado nem elimina o dever de pagamento quando o serviço foi efetivamente prestado.

Enriquecimento sem causa

Além disso, ela destacou que ainda que a revogação do mandato tenha ocorrido após o trânsito em julgado da demanda previdenciária, foi em um momento em que o direito do cliente já estava definitivamente reconhecido. Motivo pelo qual, em sua análise, “afastar a cobrança nessas circunstâncias implicaria admitir enriquecimento sem causa”.

Com esses fundamentos, a juíza julgou improcedentes os embargos à execução e confirmou a legitimidade da cobrança dos honorários. Nem o número nem documentos referentes ao processo foram divulgados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

— Com informações da 3ª Vara Cível de Limeira (SP) e do TJSP

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