Logo do CNJ na fachada da sede do conselho

CNJ cria laboratório para evitar condenações injustas no Brasil

Há 4 meses
Atualizado quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Da Redação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (25/11) a criação de um laboratório dedicado a evitar que pessoas inocentes sejam condenadas. O Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição vai funcionar como um centro de estudos e desenvolvimento de soluções para tornar o sistema de Justiça mais justo e eficiente.

O que é e para que serve

O laboratório terá três objetivos principais: prevenir erros judiciais, melhorar a produção de provas e reparar danos.  Para atender ao primeiro item, vai trabalhar para que menos pessoas sejam condenadas injustamente, identificando o que pode dar errado nas investigações e nos julgamentos.

Já para melhorar a produção de provas, o laboratório vai criar métodos baseados em ciência para coletar e analisar provas criminais, tornando as investigações mais confiáveis. Finalmente, na reparação de danos, vai agir quando os erros acontecerem, propondo formas de compensar as vítimas e garantir que os mesmos problemas não se repitam.

Como vai funcionar

O laboratório vai analisar casos reais julgados pelo Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e até por tribunais internacionais de direitos humanos. Também receberá sugestões de organizações da sociedade civil sobre situações que precisam ser estudadas.

Com base nesses estudos, a equipe vai criar manuais e protocolos para orientar juízes, policiais e outros profissionais sobre as melhores práticas em investigações criminais. O foco será especialmente em situações como prisões, buscas domiciliares e outras medidas que afetam diretamente a liberdade das pessoas.

Um reconhecimento importante

Segundo a conselheira Daniela Madeira, relatora da proposta Conselho,  a criação do laboratório representa um passo importante porque o CNJ está admitindo que existem problemas estruturais no sistema de Justiça brasileiro.

“Ao reconhecer essas falhas, que não são apenas do Poder Judiciário, mas de todo o sistema, o CNJ mostra seu compromisso em melhorar continuamente”, explicou a conselheira.

Quem vai participar

O laboratório será coordenado por um conselheiro do CNJ e contará com a participação de magistrados, juízes que trabalham no sistema prisional e representantes da Corregedoria Nacional de Justiça. A estrutura também terá apoio da Rede de Inovação do Poder Judiciário, que promoverá workshops e treinamentos.

A iniciativa busca garantir que o sistema de Justiça brasileiro proteja melhor os direitos humanos e reduza ao máximo as chances de erro, tornando os processos criminais mais justos para todos.

Autor

Leia mais

Porto de Santos, em SP, um dos maiores do país

TCU aponta falhas graves na segurança dos portos e cobra novas regras da PF e Receita

Há 20 segundos
homem faz exames de dna para descobrir patrnidade

STJ reafirma: prova em investigação de paternidade deve ser compartilhada entre as partes

Há 45 minutos

Conversa com advogado antes da audiência leva à exclusão de testemunha

Há 3 horas

Justiça proíbe naturopata de oferecer técnica de “biorressonância magnética quântica”

Há 4 horas

Patente do Ozempic vence hoje, mas versão nacional ainda não chegou às farmácias

Há 6 horas
Mauro Campbell, Corregedor Nacional de Justiça

Com mata-leão, ministro do STJ contém passageiro em surto em voo Manaus-São Paulo

Há 6 horas
Maximum file size: 500 MB