Eduardo Bolsonaro, que pode ser processado por campanha de perseguição contra Alexandre de Moraes

Eduardo Bolsonaro ameaça incluir Gonet em campanha por sanções americanas contra Justiça brasileira

Há 10 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à abertura de inquérito contra ele pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ampliando suas críticas às autoridades brasileiras e reiterando pedidos de intervenção americana. Em manifestação nas redes sociais, Bolsonaro disse que o nome de Gonet será incluído, junto com o do ministro Alexandre de Moraes, como “principais violadores de direitos humanos” em suas articulações nos Estados Unidos.

O inquérito foi aberto contra Eduardo Bolsonaro por suposta prática do crime de abolição violenta do Estado, democrático de direito, coação no curso de processo e atentado  à soberania nacional , que prevê pena de até 12 anos de prisão. A investigação decorre da atuação do deputado licenciado em território americano, onde tem buscado apoio para pressionar autoridades brasileiras.

Bolsonaro classifica medida como “injusta e desesperada”

Em sua resposta, Eduardo Bolsonaro classificou a abertura do inquérito como uma “medida injusta e desesperada” que confirma suas denúncias sobre o sistema judiciário brasileiro. Segundo ele, o país vive um “regime de exceção” onde as decisões judiciais dependem de “quem seja o cliente”.

O deputado licenciado comparou sua situação com ações internacionais realizadas pela esquerda no passado contra ministros do STF e a Presidência da República. Ele alegou que essas ações foram “muito mais agressivas” e nunca resultaram em investigações.

Críticas diretas ao procurador-geral Paulo Gonet

Eduardo Bolsonaro dirigiu críticas pessoais ao procurador-geral Paulo Gonet, questionando sua conduta como católico. Segundo o deputado licenciado, Gonet “se prestou ao papel sujo e covarde de prender pessoas inocentes” nos processos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

O parlamentar fez referência ao caso do deputado Daniel Silveira, condenado a mais de oito anos de prisão, e mencionou situações envolvendo “senhoras desarmadas” e a morte de “Clesão”. Essas referências aparecem no contexto de suas críticas aos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Apelo por sanções americanas contra autoridades brasileiras

Eduardo Bolsonaro reafirmou sua expectativa de que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump não “acolherão a narrativa da esquerda”. Ele pediu que os Estados Unidos mantenham sanções contra o que considera “os maiores violadores de direitos humanos da história do Brasil”.

O deputado licenciado vê uma “chance de ouro” para os americanos resgatarem sua “tradição de exportadores de liberdades e democracia”. Segundo ele, punições exemplares contra Moraes e sua “quadrilha tirânica” serviriam de exemplo para outros países.

Estratégia de permanência nos Estados Unidos

O parlamentar confirmou que permanece nos Estados Unidos justamente por antever reações das autoridades brasileiras. Ele disse já saber que essa seria “a reação dos serviçais do regime” e que isso não o impedirá de continuar suas articulações.

Eduardo Bolsonaro comparou a situação a um “afogado que se debate para tentar se salvar, mas na verdade só faz afundar mais”. Para ele, o inquérito “consolida o ponto de não retorno” nas relações entre as autoridades brasileiras e americanas.

Veja abaixo o vídeo em que Eduardo Bolsonaro faz a ameaça ao Procurador-Geral da República:

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