Por Hylda Cavalcanti
Acabou no início da tarde, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, sede do Ministério das Relações Exteriores, a reunião de emergência marcada pelo presidente Lula para discutir com representantes do governo a invasão dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (02/01). Conforme nota divulgada pelo Governo, o presidente reiterou os termos de sua postagem publicada na manhã de hoje e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que não há movimentação anormal na fronteira do Brasil com aquele país, que seguirá sendo monitorada.
O Governo Federal está em contato constante com o governo de Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela, foram relatados, durante a reunião, os contatos mantidos tanto com o governo venezuelano como outros países nas últimas horas. Até o momento, não há notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques.
O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou, ainda, estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna. Uma segunda reunião está prevista para o final da tarde deste sábado para atualização da situação.
Lula e Mauro Vieira participaram do encontro por meio de videoconferência pelo fato de estarem fora de Brasília, mas retornarão à capital federal ainda hoje, em função da situação. Enquanto estiveram na reunião, presencialmente, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a ministra substituta do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, a secretária-executiva e ministra interina da Casa Civil, Miriam Belchior e diplomatas brasileiros.
Vários bombardeios
Além de terem capturado o presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores e anunciado que os dois foram levados por via aérea para fora do país, os Estados Unidos ainda não apresentaram uma prova de que ambos estejam vivos.
Os ataques, iniciados na madrugada deste sábado, bombardearam diversos locais na capital da Venezuela, Caracas, e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira. Não se sabe sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro que, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, foi capturado por militares norte-americano e já está fora da Venezuela.
“Piores momentos”
Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o presidente Lula se manifestou sobre o ocorrido. O presidente do Brasil destacou que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
Segundo, ainda, Lula, “a comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.


