Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
A foto mostra o ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, em entrevista. Ele é um homem branco com cabelos grisalhos e bigode.

Moraes ameaça prender Aldo Rebelo por desacato durante depoimento sobre tentativa de golpe

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Por Carolina Villela

O clima ficou tenso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (23). O ministro Alexandre de Moraes ameaçou prender por desacato o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo durante depoimento na ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. Convocado como testemunha do ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, Rebelo foi advertido por Moraes quando passou a emitir opiniões pessoais sobre os fatos investigados.

O embate começou quando o advogado Demóstenes Torres questionou se a Marinha poderia dar um golpe sozinha, fazendo referência à denúncia que aponta que o almirante Garnier colocou tropas à disposição do então presidente Jair Bolsonaro. Rebelo atribuiu a declaração a uma “figura de linguagem”, provocando a primeira intervenção de Moraes, que exigiu que a testemunha se ativesse apenas aos fatos.

Ânimos exaltados e ameaça de prisão

Na primeira intervenção, Moraes alertou: “o sr. estava naquela reunião? Não? Então, o sr. não tem condições de avaliar a língua portuguesa naquela ocasião. Atenha-se aos fatos”, disse.  

Aldo Rebelo rebateu, afirmando que não admitiria censura: “em primeiro lugar, a minha apreciação da língua portuguesa é minha e eu não admito censura na minha apreciação sobre a língua portuguesa”.

Na sequência, Moraes subiu o tom e ameaçou prendê-lo: “se o senhor não se comportar, o senhor será preso por desacato”, advertiu o ministro.

A resposta de Rebelo – “eu estou me comportando, ministro” – não amenizou a situação. Moraes manteve a postura rígida, exigindo respostas objetivas: “então, responda a pergunta. Responda sim ou não”.

Na tentativa de acalmar os ânimos, o ministro falou que respeitava Aldo Rebelo e lembrou que a testemunha tinha “toda a liberdade de fazer a resposta fática”, considerando sua experiência como ex-ministro da Defesa.

Questionamentos

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também precisou intervir em diversos momentos, especialmente quando Rebelo tentou fazer questionamentos sobre o próprio inquérito. O ex-ministro foi repreendido por tentar inverter os papéis, assumindo uma postura de questionador em vez de testemunha. E ocorreu um novo embate.

Rebelo rebateu: “não estou fazendo pergunta nenhuma”.

Gonet perguntou se sem o apoio da Marinha, o golpe poderia ser aplicado.

Rebelo reagiu: “o senhor está perguntado se a Marinha iria aplicar um golpe”?

O ministro interveio mais uma vez e pediu para que Gonet refizesse a pergunta.

Um dos momentos mais tensos ocorreu quando Moraes ironizou: “se o senhor quer saber, depois o senhor vai ler na imprensa”.

Falta de estrutura

Durante o depoimento, Rebelo afirmou que a Marinha não teria condições de aplicar um golpe isoladamente, necessitando da adesão das outras Forças Armadas, uma vez que “qualquer comando dentro das Forças Armadas tem que consultar toda a hierarquia”.

Moraes rebateu as explicações de Rebelo sobre a hierarquia militar afirmando que “em 1964 não foi ouvida toda a carreira de comando para se aplicar o golpe militar”.

Com o clima ficou mais ameno e o depoimento foi encerrado.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 14 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 15 horas

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 15 horas

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 16 horas
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 16 horas

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 17 horas