Bolsonaro deixa UTI e é transferido para unidade semi-intensiva após melhora clínica

Há 1 hora
Atualizado segunda-feira, 16 de março de 2026

Por Carolina Villela

O ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde a última sexta-feira (13) no hospital DF Star, em Brasília, apresentou melhora no quadro de saúde e foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva. A confirmação foi dada pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro por meio de suas redes sociais, nesta segunda-feira (16). “Com a melhora nos marcadores da infecção, meu amor foi transferido para a unidade semi-intensiva”, escreveu Michelle na publicação.

A transferência ocorre após o último boletim médico, divulgado por volta das 12h desta segunda-feira, ainda indicar que Bolsonaro permanecia na UTI, sem previsão de alta do setor. O documento registrava melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, sinalizando resposta favorável ao tratamento com antibióticos. O ex-presidente segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.

Internação começou após sintomas graves no Papudinha

Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo informações divulgadas, o ex-presidente apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O boletim médico divulgado nesta segunda aponta que a pneumonia bacteriana bilateral foi decorrente de um episódio de broncoaspiração — condição em que substâncias como alimentos ou secreções são aspiradas para as vias aéreas e pulmões, podendo causar infecções graves. O quadro exigiu internação em UTI e tratamento intensivo desde os primeiros dias de hospitalização.

O relatório clínico é assinado pelos médicos Claudio Birolini, cirurgião geral; Leandro Echenique e Brasil Caiado, cardiologistas; Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr., coordenador da UTI Geral; e Allisson B. Barcelos Borges, diretor geral do hospital.

Defesa prepara novo pedido de prisão domiciliar humanitária

A internação reacendeu o debate em torno das condições de cumprimento da pena pelo ex-presidente. A defesa de Bolsonaro prepara mais um pedido de prisão domiciliar humanitária para apresentar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela Execução Penal (EP) 169. Todos os pedidos anteriores com o mesmo fundamento já foram negados pelo magistrado.

A estratégia da defesa aposta na deterioração do estado de saúde como argumento central para justificar a transferência do regime de cumprimento da pena para o domicílio. O quadro de pneumonia bacteriana bilateral, associado ao histórico de saúde do ex-presidente — que passou por diversas cirurgias abdominais nos últimos anos, em decorrência de uma facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018 —, deve fundamentar a nova petição.

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