Frente da Penitenciária II de Potim, em SP, para onde foram levados Vorcaro e Zettel

Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel são transferidos para Penitenciária II de Potim, no interior de SP

Há 2 horas
Atualizado quinta-feira, 5 de março de 2026

Da Redação

A Polícia Federal (STF) transferiu na manhã desta quinta-feira (05/03) o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e o seu cunhado e assessor, o pastor Fabiano Zettel, presos ontem em mais uma fase da Operação Compliance Zero, para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. A unidade foi inaugurada em 2002 e abriga presos em regime fechado.

Vorcaro estava detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos desde a tarde de quarta-feira (03/03), após ter a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal (PF).

Corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça

Ele e Zettel são investigados por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça. A defesa nega as acusações. Conforme informações da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, o empresário e seu cunhado passaram a noite em regime de observação, em Guarulhos. 

O procedimento faz parte da inclusão ao sistema prisional, quando o preso passa por revista e higienização pessoal e recebe um corte de cabelo padrão, além de ter barba e bigode raspados. Também é nessa fase que o custodiado recebe o uniforme da unidade prisional – camiseta branca e calça bege.

Defesa divulgou nota pública

Segundo nota divulgada pelos advogados de defesa do dono do Banco Master, o cumprimento do mandado de prisão preventiva ocorreu “sem que a defesa tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida”. 

Os advogados também afirmaram, na nota, que Vorcaro “sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações”.

Segunda prisão do empresário

Daniel Vorcaro já havia sido preso pela PF em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior após anunciar a venda do Master para um fundo. Ele foi solto 11 dias depois com a condição de usar tornozeleira eletrônica.

A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada ontem, tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

— Com Agências de Notícias

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