STJ define regras para relevância no recurso especial – – –
STF mantém subteto salarial de auditores fiscais estaduais – – –
CNJ: 44 órgãos atingem 100% no Ranking da Transparência – – –
HJur recebe nesta terça-feira (25) presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho – – –
TRF3 mantém apreensão de esmeraldas na operação La Casa de Papel – – –
STJ admite vítima como interessada em PAD de assédio – – –
Justiça Federal condena homem por homofobia no Facebook – – –
TRF1 tira guarda de papagaio famoso em redes sociais – – –
TJSP mantém doação responsável de gatos em excesso – – –
Denúncias no Pardal triplicam nas Eleições 2026, diz TSE – – –

Elas Pensam o Brasil

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O papel das mulheres na política e os desafios que elas enfrentam em relação à democracia e à igualdade de gênero são temas caros para um grupo de 40 mulheres — advogadas, ministras de tribunais superiores e integrantes do poder Executivo — que assinam artigos reunidos no livro “Democracia, Eleições e Participação Feminina – Elas Pensam o Brasil”. 

Com prefácio da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, e apresentação do presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luís Roberto Barroso, a obra, lançada no começo de novembro, explora, entre outros aspectos, o impacto desproporcional e muitas vezes misógino da desinformação sobre as mulheres em contextos eleitorais e democráticos. Essa desinformação é ampliada em muitas situações pela inteligência artificial e por deep fakes nas campanhas eleitorais, segundo as organizadoras da publicação. 

O livro aborda também questões como a correlação entre mulheres, poder e democracia. E fala sobre temas centrais do Direito Eleitoral que, nitidamente, apresentam desigualdade de gênero e prejudicam as mulheres — como normas que envolvem financiamento de campanhas e propaganda eleitoral. 

As autoras apresentam estratégias que podem ser usadas para combater esse tipo de violência, de forma a promover um ambiente político inclusivo e seguro para todas as mulheres.

A obra traz artigos da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; das ministras do Superior Tribunal de Justiça Maria Thereza de Assis Moura e Daniela Teixeira; e das ministras e ex-ministras do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lôbo, Vera Lúcia Santana de Araújo, Luciana Lóssio e Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro. 

Todos organizados sob a coordenação da secretária-geral do Supremo Tribunal Federal, Aline Osório; e da promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná Letícia Giovanini Garcia.

Longe do mínimo aceitavel

Para a ministra Cármen Lúcia, que escreveu o prefácio, no Brasil, a representação das mulheres no espaço decisório de poder está longe da equidade ou mesmo do mínimo aceitável. 

“Por isso, a reunião de mulheres para produzir, cientificamente, textos que descrevam e interpretem o direito vigente no Brasil, suas possibilidades e os quadros ainda com tantos obstáculos à plenitude dos direitos é uma marca das preocupações e um louvável empenho que pode a força feminina unida construir em benefício de uma sociedade justa e solidária”, enfatizou.

A ministra de Planejamento, Simone Tebet, autora de um dos artigos, reiterou a defesa do regime democrático, com a participação ativa da mulher na vida pública. De acordo com ela, a Constituição não pode ser “mero ornamento em prateleiras vazias”, assim como o livre exercício da cidadania não pode ser apenas uma “mera figura de retórica” nem se restringir ao simples ato de ir às urnas votar. E sim, ser “a mais absoluta e plena representação do que está na Carta Magna”.

O ministro Luís Barroso destacou que, embora a perspectiva de uma democracia capaz de garantir a efetiva igualdade de direitos para todos – homens e mulheres – ainda pareça distante, os textos reunidos “apontam meios de encurtar esse percurso”.

Publicado pela editora Fórum, o trabalho está organizado em 36 capítulos e foi escrito apenas por mulheres. Conforme informações da editora, na obra houve um cuidado para que “as diferentes vozes femininas se dedicassem a analisar, de maneira profunda e multidimensional, debates e desafios contemporâneos”. 

“Trata-se de um livro que celebra e amplia a presença da voz feminina na reflexão jurídica e na construção democrática do país. Explora, com profundidade e pluralidade, temas fundamentais como democracia, representatividade e o papel da mulher no processo eleitoral brasileiro”, ressaltou o diretor da Forum, Luís Cláudio Ferreira.

 

Autor

Leia mais

Edifício sede do STJ, em Brasília

STJ define regras para relevância no recurso especial

Há 2 horas

STF mantém subteto salarial de auditores fiscais estaduais

Há 2 horas
Logo do CNJ na fachada da sede do conselho

CNJ: 44 órgãos atingem 100% no Ranking da Transparência

Há 3 horas
Ministro presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho

HJur recebe nesta terça-feira (25) presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo Filho

Há 3 horas

TRF3 mantém apreensão de esmeraldas na operação La Casa de Papel

Há 3 horas
fachada do prédio do STJ

STJ admite vítima como interessada em PAD de assédio

Há 4 horas