Mesmo fora do país, Flávio Bolsonaro segue sendo alvo de duas investigações no STF – – –
CNJ aplica pena de disponibilidade com proposta de perda de cargo a 5 magistrados do TJBA – – –
Fachin determina arquivamento de investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro, Guilherme Fiuza e Malafaia – – –
Balanço do TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h nas eleições do domingo (25) – – –
Moraes afirma que polícia tem ignorado decisão do STF sobre porte de maconha – – –
Ministro Fachin, do STF, arquiva investigação contra o pastor Silas Malafaia – – –
Justiça Federal condena dois réus por corrupção ativa no caso da Máfia das Próteses – – –
Justiça italiana adia julgamento sobre extradição de Carla Zambelli previsto para esta terça-feira (28) – – –
TJDFT obriga plano de saúde a manter enfermagem 24 horas para criança com Síndrome de Williams – – –
Dilma Rousseff receberá pensão mensal de R$ 17 mil por crimes sofridos durante ditadura – – –

Elas Pensam o Brasil

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O papel das mulheres na política e os desafios que elas enfrentam em relação à democracia e à igualdade de gênero são temas caros para um grupo de 40 mulheres — advogadas, ministras de tribunais superiores e integrantes do poder Executivo — que assinam artigos reunidos no livro “Democracia, Eleições e Participação Feminina – Elas Pensam o Brasil”. 

Com prefácio da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, e apresentação do presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Luís Roberto Barroso, a obra, lançada no começo de novembro, explora, entre outros aspectos, o impacto desproporcional e muitas vezes misógino da desinformação sobre as mulheres em contextos eleitorais e democráticos. Essa desinformação é ampliada em muitas situações pela inteligência artificial e por deep fakes nas campanhas eleitorais, segundo as organizadoras da publicação. 

O livro aborda também questões como a correlação entre mulheres, poder e democracia. E fala sobre temas centrais do Direito Eleitoral que, nitidamente, apresentam desigualdade de gênero e prejudicam as mulheres — como normas que envolvem financiamento de campanhas e propaganda eleitoral. 

As autoras apresentam estratégias que podem ser usadas para combater esse tipo de violência, de forma a promover um ambiente político inclusivo e seguro para todas as mulheres.

A obra traz artigos da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; das ministras do Superior Tribunal de Justiça Maria Thereza de Assis Moura e Daniela Teixeira; e das ministras e ex-ministras do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lôbo, Vera Lúcia Santana de Araújo, Luciana Lóssio e Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro. 

Todos organizados sob a coordenação da secretária-geral do Supremo Tribunal Federal, Aline Osório; e da promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná Letícia Giovanini Garcia.

Longe do mínimo aceitavel

Para a ministra Cármen Lúcia, que escreveu o prefácio, no Brasil, a representação das mulheres no espaço decisório de poder está longe da equidade ou mesmo do mínimo aceitável. 

“Por isso, a reunião de mulheres para produzir, cientificamente, textos que descrevam e interpretem o direito vigente no Brasil, suas possibilidades e os quadros ainda com tantos obstáculos à plenitude dos direitos é uma marca das preocupações e um louvável empenho que pode a força feminina unida construir em benefício de uma sociedade justa e solidária”, enfatizou.

A ministra de Planejamento, Simone Tebet, autora de um dos artigos, reiterou a defesa do regime democrático, com a participação ativa da mulher na vida pública. De acordo com ela, a Constituição não pode ser “mero ornamento em prateleiras vazias”, assim como o livre exercício da cidadania não pode ser apenas uma “mera figura de retórica” nem se restringir ao simples ato de ir às urnas votar. E sim, ser “a mais absoluta e plena representação do que está na Carta Magna”.

O ministro Luís Barroso destacou que, embora a perspectiva de uma democracia capaz de garantir a efetiva igualdade de direitos para todos – homens e mulheres – ainda pareça distante, os textos reunidos “apontam meios de encurtar esse percurso”.

Publicado pela editora Fórum, o trabalho está organizado em 36 capítulos e foi escrito apenas por mulheres. Conforme informações da editora, na obra houve um cuidado para que “as diferentes vozes femininas se dedicassem a analisar, de maneira profunda e multidimensional, debates e desafios contemporâneos”. 

“Trata-se de um livro que celebra e amplia a presença da voz feminina na reflexão jurídica e na construção democrática do país. Explora, com profundidade e pluralidade, temas fundamentais como democracia, representatividade e o papel da mulher no processo eleitoral brasileiro”, ressaltou o diretor da Forum, Luís Cláudio Ferreira.

 

Autor

Leia mais

Senador Flávio Bolsonaro

Mesmo fora do país, Flávio Bolsonaro segue sendo alvo de duas investigações no STF

Há 7 horas
Sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

CNJ aplica pena de disponibilidade com proposta de perda de cargo a 5 magistrados do TJBA

Há 8 horas
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Fachin determina arquivamento de investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro, Guilherme Fiuza e Malafaia

Há 8 horas
Pessoas votando no último domingo (25/10)

Balanço do TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h nas eleições do domingo (25)

Há 10 horas
Ministro Alexandre de Moraes, durante sessão do STF

Moraes afirma que polícia tem ignorado decisão do STF sobre porte de maconha

Há 10 horas
Pastor Silas Malafaia

Ministro Fachin, do STF, arquiva investigação contra o pastor Silas Malafaia

Há 10 horas