STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos – – –
Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos – – –
Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio – – –
Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política – – –
CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões – – –
TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação – – –
Pesquisas mostram empate técnico entre presidenciáveis, mas com percentuais diferentes – – –
Flávio e Lula querem anular candidaturas por propaganda irregular e compartilhamento seletivo de conteúdos nas redes – – –
Casal com união estável não pode fazer, via escritura, aplicação retroativa do regime de separação total de bens – – –
Justiça de SP nega prisão preventiva do homem que atropelou tio de Boulos – – –

AGU pede abertura de inquérito para investigar vídeos que simulam violência contra mulheres no TikTok

Há 8 meses
Atualizado terça-feira, 10 de março de 2026

Da redação

A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), apresentou notícia-crime à Polícia Federal no domingo (8), Dia Internacional da Mulher, solicitando a abertura de inquérito para apurar a circulação de vídeos que fazem apologia à violência contra mulheres. As imagens, publicadas no TikTok e já removidas da plataforma, mostram jovens simulando chutes, socos e esfaqueamentos em manequins que representam figuras femininas, acompanhados de mensagens que justificam a agressão em casos de rejeição afetiva — “Treinando caso ela diga não”, diz um dos textos exibidos nas gravações.

O documento, assinado pelo procurador nacional Raphael Ramos, identifica pelo menos quatro perfis de usuários responsáveis pela publicação desse tipo de conteúdo. Para a PNDD, ainda que não haja uma vítima individualizada, a circulação sistemática de conteúdo misógino em plataformas digitais representa ameaça concreta aos direitos fundamentais das mulheres. “A vítima, nesse contexto, é a coletividade feminina, atingida em sua condição de sujeito de direitos fundamentais”, argumentou Ramos na peça.

Conteúdo pode configurar apologia ao feminicídio e outros crimes

Na notícia-crime, o procurador sustenta que os vídeos podem configurar estímulo à prática de crimes previstos no Código Penal, entre eles feminicídio, lesão corporal, intimidação sistemática — inclusive na modalidade virtual —, ameaça, perseguição e violência psicológica contra a mulher, além de incitação ao crime e apologia de crime ou criminoso.

Raphael Ramos também afirma que as imagens afetam a integridade da ação pública voltada à promoção e proteção dos direitos das mulheres, bem como a efetividade das políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero. O argumento reforça o enquadramento jurídico dos vídeos não apenas como ofensa individual, mas como ameaça estrutural às políticas de igualdade material.

A iniciativa da AGU se insere no âmbito do Pacto Brasil, firmado entre os três Poderes em fevereiro de 2026 para o enfrentamento do feminicídio. Entre as medidas previstas no acordo está justamente o combate à violência digital contra mulheres e meninas, o que confere à notícia-crime um caráter de cumprimento de compromisso institucional assumido pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Feminicídios cresceram 34% em 2025, aponta relatório

Para contextualizar a urgência do caso, o documento cita dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL). O levantamento registrou 6,9 mil vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, número que representa um aumento de 34% em relação ao ano anterior — dado que a PNDD utiliza para demonstrar a correlação entre a disseminação de conteúdo misógino e o agravamento da violência real contra mulheres.

A notícia-crime também faz referência a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção de Belém do Pará e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), que reforçam a responsabilidade do Estado em prevenir e combater a violência de gênero em todas as suas formas, incluindo a digital.

No campo da governança das plataformas, a PNDD reconhece avanços recentes — como a decisão do STF reafirmando os deveres das plataformas digitais no âmbito do Marco Civil da Internet e as novas regras do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente online — mas avalia que essas medidas têm se mostrado insuficientes. “Novos passos precisam ser dados”, concluiu Raphael Ramos, sinalizando que a atuação institucional sobre o tema deve se intensificar nos próximos meses.

Autor

Leia mais

STF julga nesta quarta (21) incidência do ISS na base do PIS/Cofins e acesso a dados sigilosos

Há 1 hora

Após condenação internacional, CNJ cria mecanismo para rastrear crimes contra defensores de direitos humanos

Há 2 horas
Lula e Flávio no debate da TV Band

Campanha de Lula pressiona Globo por checagem de fatos ao vivo em debate com Flávio

Há 3 horas
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Às vésperas do segundo turno, Fachin adverte que tribunais não podem governar no lugar da política

Há 3 horas
Sessão plenária do Conselho da Justiça Federal (CJF)

CJF suspende pagamentos de nove precatórios que somam mais de R$ 775 milhões

Há 4 horas

TSE revê números pela terceira vez e reduz para 453 mudanças nos locais de votação

Há 4 horas