Gilmar manda presídio explicar agressões à mãe de Henry Borel

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para que o presídio Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, explique supostas agressões contra Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de quatro anos. Ela está detida preventivamente pela morte do próprio filho, ocorrida em março de 2021.

Mendes requereu também que o presídio informe as providências tomadas em relação à agressão.

“Colham-se informações do diretor da unidade prisional, especificamente sobre a alegada agressão, o procedimento investigativo e as medidas adotadas em decorrência do caso”, determinou o ministro.

A defesa de Monique alegou que ela foi alvo de um “atentado” no presídio . No habeas corpus analisado pelo STF (HC 248673), os advogados disseram não ter conseguido “tirar fotografias das graves lesões sofridas pela requerente no interior do cárcere, uma vez que na unidade prisional não é possível ingressar com telefone celular, mas que junta abaixo a camisa ensanguentada após a agressão realizada em seu pescoço com uma lâmina”.

Em maio de 2024, por unanimidade, a Segunda Turma do STF manteve a prisão preventiva de Monique Medeiros. Os ministros recomendaram celeridade no julgamento da ação penal, sobretudo com deliberação do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri.

Em julho de 2023, Gilmar Mendes, relator do caso, restabeleceu decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que havia determinado a prisão preventiva de Monique Medeiros.

Em dezembro do ano passado, o ministro negou o habeas corpus e determinou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde Monique passará por júri popular, que inclua o caso em pauta para julgamento em sessão plenária, independentemente do resultado dos recursos excepcionais no Supremo. 

Monique é acusada de homicídio qualificado, tortura e coação no caso do menino Henry. Ela e o então companheiro, o ex-vereador e ex-médico Jairo de Souza Santos Junior, mais conhecido como Dr. Jairinho, teriam cometido os crimes contra a criança, em 2021. 

Autor

Leia mais

Fachada do STJ

Dinheiro de venda na recuperação vai para massa falida, decide STJ

Há 5 minutos
Copos de cerveja

TST mantém demissão de gerente que serviu bebida com álcool em gel a colegas em confraternização

Há 8 minutos

Tribunal nega indenização automática por cadastro positivo não autorizado

Há 26 minutos

Vazamento de reunião sobre caso Master gera crise de confiança no STF

Há 3 dias

Dino dá prazo final de 30 dias para conclusão de relatório sobre terra indígena em Roraima

Há 3 dias
Edifício-sede do STF com estátua da Justiça na frente

STF não terá expediente em segunda e terça de Carnaval; prazos são prorrogados

Há 3 dias
Maximum file size: 500 MB