MPF cria grupo nacional de combate ao crime organizado

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado foi criado, nesta segunda-feira (17/02), após publicação da resolução do Conselho Superior do Ministério Público Federal, no Diário Oficial da União. 

Segundo o MPF, a nova estrutura tem como objetivo fortalecer a atuação do órgão no combate à criminalidade organizada em todo o país e garantir uma abordagem mais integrada na repressão a crimes de grande complexidade e repercussão. A ideia é prestar suporte especializado aos procuradores naturais na condução de investigações e na persecução penal.

“A criação do Gaeco Nacional é um passo essencial para que o MPF possa se estruturar de forma adequada para combater a criminalidade organizada. O grupo permite uma resposta institucional mais eficiente e eficaz”, explica o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand.

A medida foi aprovada na primeira sessão ordinária de 2025 do CSMPF, realizada em 4 de fevereiro. A Resolução CSMPF nº 243/2025 permite a integração entre os Gaecos locais já existentes e a formação de regionais. Com isso, unidades do MPF em estados vizinhos ou de uma mesma região poderão atuar de forma conjunta, otimizando recursos e ampliando o alcance das investigações.

Composição e estrutura

O Gaeco Nacional terá sede em Brasília (DF) e contará com 15 ofícios especiais, cujos titulares serão selecionados por meio de edital de chamamento e nomeados pelo procurador-geral da República (PGR), após aprovação do Conselho Superior do MPF. O mandato será de dois anos, com possibilidade de uma renovação por igual período. Membros em estágio probatório ou com pendências disciplinares não poderão concorrer.

O grupo contará com estrutura própria, com recursos humanos e materiais essenciais e equipe composta por servidores das áreas técnica e jurídica, garantindo suporte especializado para as investigações.

A coordenação da estrutura será exercida por um subprocurador-geral da República, escolhido pelo PGR e aprovado pelo CSMPF. O mandato será de um ano, podendo ser renovado por até três vezes.

Áreas prioritárias de atuação

O grupo atuará prioritariamente na fase investigativa, com possibilidade de estender sua atuação até a fase judicial, em articulação com os procuradores naturais. O auxílio ocorrerá sempre mediante solicitação formal, devendo ser justificado com base na complexidade e repercussão do caso. Poderá atuar também proativamente, sugerindo sua participação em investigações de grande complexidade ou repercussão nacional.

Além da atuação direta nas investigações, o Gaeco Nacional será responsável pela produção de conhecimento técnico, pela análise estratégica da criminalidade organizada e pelo desenvolvimento de metodologias investigativas avançadas.

O grupo também atuará na sistematização e no compartilhamento de informações não sigilosas entre unidades do MPF e órgãos de inteligência, fortalecendo a cooperação nacional e internacional no enfrentamento ao crime organizado. 

Principais crimes em que o Gaeco Nacional poderá atuar:

-Crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito;

-Terrorismo e violações graves aos direitos humanos;

-Crimes contra a Administração Pública, cometidos por organizações -criminosas com repercussão nacional;

-Infrações penais relacionadas a facções criminosas e milícias;

-Crimes ambientais, como garimpo ilegal em terras indígenas;

-Atuação criminosa com impactos interestaduais e internacionais.

Autor

Leia mais

Homem de jaleco em consultório médico

Médico demitido por acumular cargos públicos tem justa causa mantida pelo TST

Há 12 minutos

Cancelamento de plano de saúde por causa de autismo gera indenização, decide STJ

Há 28 minutos
Claudio Castro, governador do Rio de Janeiro

Cláudio Castro tenta adiar julgamento no TSE para evitar cassação

Há 4 horas

Lula é recebido em cerimônia na Coreia do Sul após visita à Índia

Há 4 horas

Financial Times diz que nova tarifa de Trump beneficiará China e Brasil

Há 4 horas

STF analisa obrigatoriedade de escritura pública em contratos de alienação fiduciária imobiliária

Há 3 dias
Maximum file size: 500 MB