MPF oficiará Meta para que explique novas regras

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O Ministério Público Federal informou que vai oficiar a plataforma Meta, empresa responsável pelas redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp, para pedir esclarecimentos sobre as novas regras apresentadas pelo dono da empresa, Mark Zuckerberg, nesta terça-feira (07.01), que incluem o fim da checagem de fatos. O MPF quer saber se essas regras também serão implementadas no Brasil.

O interesse do órgão é saber se a Meta no Brasil seguirá a orientação da matriz americana e também fechará no país o seu programa de checagem de fatos, conforme anunciou Zuckerberg em relação aos Estados Unidos. No comunicado, o empresário disse que iria substituir o programa por um sistema de “notas da comunidade”, que atuará de forma semelhante ao utilizado pelo X, antigo Twitter.

Os ofícios a serem enviados pelo MPF serão encaminhados dentro de inquérito civil em tramitação desde 2021 que  apura a responsabilidade das big techs nos conteúdos postados e tem a Meta como um dos alvos. Em julho passado, por exemplo, o MPF cobrou uma indenização de R$1,7 bilhão da plataforma por violação de direitos de usuários.

Um dos motivos do ofício, conforme informações obtidas junto ao MPF, é que no anúncio Zuckerberg disse que as regras “começarão nos Estados Unidos” — sem deixar claro se também serão adotadas no Brasil e dando a entender que tentará buscar um alinhamento com a legislação dos outros países.

No Brasil, é aguardada a conclusão de julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, de ação que analisa a constitucionalidade do artigo 19 da lei do Marco Civil da Internet. O artigo isenta as plataformas de responsabilidade por conteúdo de terceiros, nos casos em que não exista decisão judicial ordenando a remoção das postagens. 

 A Corte caminha no sentido de rever essa regra, responsabilizando as plataformas por conteúdos falsos ou difamatórios e a decisão terá impacto sobre a atuação futura da Meta no país.

De acordo com informações de procuradores do MP,  o caso da Meta não pode ser comparado ao da plataforma X, do empresário Elon Musk, que chegou a ser suspensa no Brasil,  já que a empresa de Zuckerberg, até o momento, tem colaborado e implementado medidas de regulação de conteúdos postados, numa postura mais colaborativa.

 

Autor

Leia mais

Assessor de Daniel Vorcário, mais conhecido como Sicário, em protocolo de morte cerebral

Assessor de Vorcaro, Luiz Pillipi Mourão, segue em protocolo de morte cerebral

Há 16 segundos
A foto mostra agentes da Polícia Federal em uma operação.

PF deflagra Operação Dataleaks contra organização criminosa que coletava dados pessoais de autoridades e Ministros do STF

Há 58 minutos
STJ reconhece incidência de agravante por violência doméstica em contravenções penais

Juiz não pode fazer “retratação da retratação”, decide STJ

Há 3 horas

Senado aprova acordo Mercosul-União Europeia e conclui ratificação no Congresso

Há 4 horas

Câmara aprova PEC que reorganiza a segurança pública no Brasil

Há 5 horas

Mensagens revelam que Vorcaro comemorou emenda de Ciro Nogueira que beneficiaria o Master

Há 5 horas
Maximum file size: 500 MB