Vista aérea de áreas da Venezuela atacadas pelos EUA nesta sábado (2/1)

Ataque à Venezuela repercute fortemente na Rússia, Irã, Espanha, Colômbia, Cuba e Comunidade Europeia

Há 2 meses
Atualizado sábado, 3 de janeiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Enquanto no Brasil o presidente Lula divulgou nota criticando ataque dos EUA à Venezuela e está reunido com ministros no Itamaraty para avaliar o ocorrido,  a repercussão também tem sido forte em vários países. A Rússia classificou a ofensiva como “profundamente inquietante e condenável”. O Irã qualificou a ação de “flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”. 

A Espanha também repudiou o ataque, destacou que houve “desrespeito ao direito internacional” e se prontificou a participar das negociações entre os dois países. O governo de Cuba chamou a ação de “ataque criminoso à Venezuela”.

Argentina foi único país a defender EUA

Por sua vez, o presidente da Argentina, Javier Millei foi o único a se manifestar favorável ao ataque. Em postagem numa rede social, ele compartilhou a notícia da prisão de Nicolàs Maduro e escreveu: “A liberdade avança, viva a liberdade”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, manifestou solidariedade ao povo venezuelano, disse que está acompanhando de perto a situação daquele país e que a entidade apoia “uma transição pacífica e democrática”. Von Der Leyen destacou, ainda, que “qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

Entenda o que aconteceu

Após dar início a uma operação militar de larga escala contra a Venezuela, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que o presidente venezuelano, Nicolàs Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país.

As explosões ocorreram em pontos estratégicos da capital Caracas e em estados vizinhos, como Miranda, Aragua e La Guaira. Entre os alvos mais visados estavam a Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecida como La Carlota, e o complexo militar Fuerte Tiuna, sede do Ministério da Defesa e do comando do Exército venezuelano.

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, declarou nas redes sociais que os ataques norte-americanos atingiram tanto instalações militares como áreas civis. Segundo ele, helicópteros lançaram foguetes e mísseis, e o governo está reunindo informações sobre possíveis vítimas.

— Com Agências de Notícias

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