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Brasil bate recorde com 2,2 mil pedidos de recuperação judicial

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Em 2024 foram registrados no país 2.273 pedidos de recuperação judicial, segundo o Indicador de Falência e Recuperação Judicial da Serasa Experian. É o maior número contabilizado desde o começo da série histórica, iniciada em 2005. E representa um aumento de 61,8% em relação a 2023. 

A recuperação judicial é um recurso utilizado por empresas em crise financeira para tentar reestruturar a dívida e evitar a falência. Segundo a economista da Serasa Experian Camila Abdelmalack, a alta reflete cenário desafiador para as empresas.

“Embora o ambiente econômico estivesse aquecido em 2024, o Brasil enfrenta uma taxa de juros bastante restritiva. Para as empresas que entram em inadimplência e não conseguem reverter essa situação, o instrumento de recuperação judicial auxilia na reorganização, evitando assim a falência”, afirmou. 

188 pedidos de RJs em dezembro 

Só em dezembro, foram 188 requisições de recuperações judiciais, uma alta de 84,3% em relação ao mesmo período em 2023. Já no recorte dos pedidos de falência, o total foi de 51, com variação anual de 6,3% e mensal de -28,2%. 

Pedidos de MPEs crescem 78,4%

O levantamento mostrou que o cenário foi ainda pior para as micro e pequenas empresas, que puxaram a alta das solicitações e registraram 1.676 requerimentos, um aumento de 78,4% em relação a 2023. Em seguida, aparecem as médias e grandes companhias, com 416 e 181, respectivamente. 

Setor de serviços 

Na divisão por setor, as empresas do segmento de serviços lideraram os requerimentos de recuperação judicial em 2024, com 928 pedidos. O comércio apareceu em segundo lugar (575). 

Queda nos pedidos de falência

Em 2024, as empresas apresentaram 949 pedidos de falência no Brasil, indicando uma queda de 3,5% na variação anual do indicador. As micro e pequenas tiveram a maior parcela nos requerimentos (578), seguidas pelas companhias de médio porte (189) e as grandes(182). 

O ranking do setor dos negócios seguiu com serviços (416), comércio (292), indústria (238) e setor primário (3).

 

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