Governo Federal está monitorando fronteira Brasil-Venezuela

Clima é de expectativa e preocupação em Pacaraima, município de RR que faz fronteira com a Venezuela

Há 2 meses
Atualizado sábado, 3 de janeiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Apesar das informações divulgadas no início da tarde pelo Governo Federal de que não foram identificados brasileiros entre as vítimas dos ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (03/01) o ambiente no Executivo, sobretudo no Itamaraty, continua sendo de preocupação, principalmente no município de Pacaraima, em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.

Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão, mas conforme afirmou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a região “está tranquila, monitorada e aberta”. 

Nota do governo de Roraima

O governo de Roraima, por sua vez, informou em nota que “acompanha com atenção os acontecimentos recentes e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense”. 

De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana. “As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população”, informou o texto

Pacaraima monitora situação

Já o prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou “profunda preocupação com os ataques ocorridos em Caracas” e informou que estava “monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça”.

O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, relatou, durante entrevista à Agência Brasil, que conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã. “Tivemos que passar por uma rota alternativa”, contou

Passagem na fronteira

Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos. 

A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.

— Com Agências de Notícias

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