Por Hylda Cavalcanti
Apesar das informações divulgadas no início da tarde pelo Governo Federal de que não foram identificados brasileiros entre as vítimas dos ataques feitos pelos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (03/01) o ambiente no Executivo, sobretudo no Itamaraty, continua sendo de preocupação, principalmente no município de Pacaraima, em Roraima, que faz fronteira com a Venezuela.
Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão, mas conforme afirmou o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a região “está tranquila, monitorada e aberta”.
Nota do governo de Roraima
O governo de Roraima, por sua vez, informou em nota que “acompanha com atenção os acontecimentos recentes e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense”.
De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana. “As autoridades estaduais permanecem em permanente contato com os órgãos competentes da União para monitorar possíveis desdobramentos que possam impactar a rotina da população”, informou o texto
Pacaraima monitora situação
Já o prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou “profunda preocupação com os ataques ocorridos em Caracas” e informou que estava “monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça”.
O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, relatou, durante entrevista à Agência Brasil, que conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã. “Tivemos que passar por uma rota alternativa”, contou
Passagem na fronteira
Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos.
A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.
— Com Agências de Notícias


