Deputada Gorete Pereira (MDB-CE) durante reunião de comissão da Câmara

Obrigada a usar tornozeleira, deputada alvo de operação da PF diz que tem compromisso com “legalidade e transparência”

Há 1 hora
Atualizado terça-feira, 17 de março de 2026

Por Hylda Cavalcanti

A defesa da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) divulgou nota na tarde desta terça-feira (17/03) destacando que a parlamentar não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas sobre sua pessoa não refletem a realidade dos fatos. 

Gorete foi um dos alvos da mais recente fase da operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões — deflagrada hoje, no início da manhã. Ela passou a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar.

Decisão em análise

Para seu advogado, na nota, a trajetória pública da deputada, de mais de 40 anos, “sempre foi pautada pela integridade”. “A parlamentar informa que sua defesa já analisa o  teor da decisão e que o advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso. 

“Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, enfatiza o documento.

STF fala em provas

Na decisão que autorizou a mais recente etapa da operação da Polícia Federal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou a existência de provas de que a deputada teria utilizado recursos desviados de aposentados e pensionistas do INSS para comprar um apartamento de mais de R$ 4 milhões e um veículo de luxo avaliado em mais de R$ 400 mil.

A decisão autorizou 19 buscas e apreensões nesta terça (17). Nela, o ministro afirmou que a parlamentar fazia parte de um “grupo criminoso com atuação na articulação política e operacional de associações utilizadas para realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários”.

Transferências altas

Segundo ainda Mendonça, nas investigações da PF há registros de transferências de valores elevados para contas da deputada feitas por uma empresa de fachada ligada ao esquema, a SOP Processamento de Dados Ltda.

Os mandados autorizados hoje, têm como alvo, em sua maior parte, crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa e estelionato previdenciário, além de práticas de ocultação e dilapidação de patrimônio.

— Com defesa da parlamentar e agências de notícias

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