Dessa vez não deu Brasil no Oscar

Há 31 segundos
Atualizado segunda-feira, 16 de março de 2026

Por Jeffis Carvalho

O Brasil ficou de fora

Diferente do que vivemos ano passado, quando “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles ganhou o primeiro Oscar para o país, em 2026 não deu Brasil. Concorrendo em quatro categorias – Filme Internacional, Filme, Ator e Direção de Elenco – “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho perdeu na categoria em que concorria com mais chances. O melhor Filme Internacional foi para a Noruega, com “Valor Sentimental”, de Joachin Trier. De qualquer forma, o filme brasileiro perdeu simplesmente para o filme do ano – a obra que atingiu o mais alto grau de excelência cinematográfica em 2026.

Wagner Moura, como já era esperado, perdeu a estatueta para Michael B. Jordan, melhor ator por “Pecadores”. E o diretor de elenco de “O Agente Secreto”, Gabriel Domingues, viu a diretora de elenco de “Uma Batalha após a Outra” ficar com o prêmio inédito – foi a primeira vez que a Academia deu um Oscar nessa nova categoria.

O filme brasileiro não tinha chances no principal Oscar, o de melhor filme que ficou com “Uma Batalha após a Outra”.  

O também brasileiro Adolpho Veloso, concorria pela Fotografia de “Sonhos de Trem”, uma produção norte-americana, mas não ganhou. O Oscar essa categoria ficou com “Pecadores”.

Destaques da noite

“Uma Batalha Após a Outra” terminou a noite com seis prêmios: Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Ator Coadjuvante, Montagem e Elenco (pelo novo prêmio de Casting). “Pecadores” ficou com quatro estatuetas: Ator, Fotografia, Trilha Sonora e Roteiro Original. “Frankenstein”, de Guillermo del Toro, saiu com três prêmios técnicos: Figurino, Maquiagem e Direção de Arte.

As categorias e os premiados

Melhor Filme “Uma Batalha Após a Outra” levou o Oscar de Melhor Filme. A produtora Sara Murphy subiu ao palco ao lado do diretor Paul Thomas Anderson para receber o prêmio. Anderson encerrou sua fala de forma descontraída: “Que noite, pessoal. Vamos tomar um drinque. Isso é incrível.”

Melhor Diretor — Paul Thomas Anderson recebeu o Oscar de Melhor Diretor por “Uma Batalha Após a Outra”.

Atuações premiadas

Melhor Ator — Michael B. Jordan venceu o Oscar de Melhor Ator por “Pecadores”. No discurso de aceitação, Jordan prestou uma homenagem ao diretor Ryan Coogler: “Você é uma pessoa incrível. Tenho orgulho de te chamar de colaborador e amigo. Você me deu a oportunidade de ser visto, e te amo, irmão.”

Melhor Atriz — Jessie Buckley ganhou seu primeiro Oscar de Melhor Atriz pelo papel em “Hamnet”. A atriz irlandesa dedicou o prêmio ao Dia das Mães no Reino Unido: “Dedico isso ao belo caos do coração de uma mãe. Viemos de uma linhagem de mulheres que continuam a criar contra todas as probabilidades.”

Melhor Atriz Coadjuvante — Amy Madigan venceu como Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel da excêntrica Tia Gladys no filme “Weapons”; foi o primeiro prêmio entregue na noite. Em seu discurso, Madigan agradeceu de forma direta: “As pessoas que significam algo para você, sem as quais você não estaria aqui.”

Melhor Ator Coadjuvante — Sean Penn venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Uma Batalha Após a Outra”. Penn não compareceu à cerimônia — o que rendeu uma provocação bem-humorada do ator Kieran Culkin ao anunciar o prêmio.

Roteiros, fotografia e montagem

Melhor Roteiro Original — Ryan Coogler levou o Oscar de Melhor Roteiro Original por “Pecadores”.

Melhor Roteiro Adaptado — Paul Thomas Anderson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Uma Batalha Após a Outra”.

Melhor Fotografia — “Pecadores” venceu o Oscar de Melhor Fotografia com a diretora de fotografia Autumn Durald Arkapaw, que se tornou a primeira mulher a ganhar o prêmio nessa categoria.

Melhor Montagem — “Uma Batalha Após a Outra” levou o Oscar de Melhor Montagem, com Andy Jurgensen no crédito.

Filme internacional e animação

Melhor Filme Internacional — “Valor Sentimental”, da Noruega, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional — a primeira vez que a Noruega ganha nessa categoria.

Melhor Animação — “K-Pop Demon Hunters” ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação. A co-diretora Maggie Kang declarou: “Isso é para a Coreia, e para os coreanos em todo o mundo.” O co-diretor Chris Appelhans completou: “Conte a sua história, cante com a sua voz. Prometo que o mundo está esperando.”

Melhor Documentário — “Mr. Nobody Against Putin” venceu o Oscar de Melhor Documentário. O filme acompanha um professor comum em uma pequena cidade russa cuja vida muda drasticamente quando Putin introduz aulas de propaganda e guerra nas escolas após a invasão da Ucrânia. A vitória foi considerada uma surpresa da noite.

Demais categorias

Melhor Direção de Arte e Cenários — Tamara Deverell e Shane Vieau levaram o Oscar de Melhor Direção de Arte por “Frankenstein”, completando um hat-trick do filme nas categorias técnicas de arte.

Melhor Direção de Elenco — Cassandra Kulukundis foi premiada com o primeiro Oscar nessa nova categoria por seu trabalho em “Uma Batalha após a Outra”.

Melhor Trilha Sonora — Ludwig Göransson venceu seu terceiro Oscar de Melhor Trilha Sonora por “Pecadores”, um trabalho inspirado no blues do sul profundo dos Estados Unidos. Ele já havia vencido anteriormente por “Pantera Negra” e “Oppenheimer”.

Melhor Canção Original — “Golden”, do filme “K-Pop Demon Hunters”, venceu o Oscar de Melhor Canção Original — tornando-se a primeira música K-pop a ganhar um Oscar.

Melhor Figurino — Kate Hawley venceu o Oscar de Melhor Figurino pelo trabalho em “Frankenstein”, o filme de Guillermo del Toro.

Melhor Maquiagem e Penteado — “Frankenstein” também venceu na categoria de Maquiagem e Penteado, com a equipe formada por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey.

Melhores Efeitos Visuais — “Avatar: Fogo e Cinzas” venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, repetindo o feito das produções anteriores da franquia de James Cameron.

Melhor Som — “F1” venceu o Oscar de Melhor Som.

Melhor Curta-Metragem (empate) — Na categoria de Melhor Curta-Metragem de Ficção houve um raro empate, com vitória simultânea de “The Singers” (Netflix) e “Two People Exchanging Saliva” (Canal+/The New Yorker) — apenas o sétimo empate na história do Oscar.

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