Família de Nicolas Maduro

EUA acusam Nicolás Maduro, esposa e filho por conspiração ligada ao tráfico de cocaína

Há 2 meses
Atualizado domingo, 4 de janeiro de 2026

Nova denúncia amplia caso de 2020 e sustenta que Maduro transformou Venezuela em centro de distribuição de drogas para os EUA

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou neste sábado (3) uma nova acusação formal contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, sua esposa, Cilia Flores, e seu filho, Nicolás Ernesto Maduro, por envolvimento em uma suposta conspiração internacional de tráfico de drogas. A medida foi anunciada horas após a captura do casal por forças americanas, em uma operação militar de grande escala que atingiu diversos alvos na Venezuela.

A nova denúncia — conhecida como superseding indictmentsubstitui e amplia uma acusação anterior, de 2020, que já imputava quatro crimes a Maduro e membros de sua cúpula política. Nesta nova versão, além de reiterar as mesmas imputações, o Departamento de Justiça inclui pela primeira vez Flores e Nicolás Ernesto Maduro como réus.

Acusação liga Maduro a narcoterrorismo

De acordo com o documento, os três são acusados de participar de uma conspiração criminosa voltada ao envio sistemático de cocaína para os Estados Unidos, usando a estrutura do Estado venezuelano para proteger e facilitar o narcotráfico. A denúncia sustenta que Maduro atuou em parceria com organizações criminosas e grupos armados considerados narcoterroristas, que operam livremente dentro do território venezuelano.

“Esse ciclo de corrupção baseada no narcotráfico enriquece autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que favorece narco-terroristas violentos que operam com impunidade”, afirma o texto.

A acusação diz ainda que a Venezuela foi transformada em um polo logístico do tráfico internacional de drogas, servindo como rota de transporte de toneladas de cocaína em direção ao mercado americano.

Contestação à legitimidade do mandato

Outro ponto abordado pela acusação é a ilegitimidade do mandato de Maduro. O documento do Departamento de Justiça reitera a posição do governo dos EUA e de parte da comunidade internacional de que Maduro não é o presidente legalmente eleito da Venezuela. Alega-se que a eleição de 2024 foi fraudada, e que observadores independentes apontaram vitória expressiva da oposição nas urnas, cujo resultado teria sido desconsiderado.

Esse argumento fortalece, do ponto de vista jurídico americano, a tentativa de processar Maduro não como chefe de Estado, mas como cidadão comum envolvido em crimes transnacionais.

Família Maduro na mira da Justiça americana

Cilia Flores, ex-deputada e figura influente no chavismo, foi incluída pela primeira vez como ré no caso. Nicolás Ernesto Maduro, filho do presidente, também aparece na nova acusação, mas não foi detido na operação militar e é considerado foragido, assim como outros membros da cúpula chavista acusados desde 2020.

Com a captura de Maduro e de sua esposa, os dois devem enfrentar julgamento nos Estados Unidos. A extradição, no entanto, deve gerar debates legais e políticos, especialmente diante da ausência de relações diplomáticas entre os dois países desde 2019.

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