Por Hylda Cavalcanti
A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que o presidente e a primeira-dama da Venezuela, Nicolás Maduro e Cilia Flores, foram denunciados à Justiça norte-americana por pelo menos três crimes. São eles: conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de metralhadoras e explosivos.
Por esse motivo, de acordo com ela, ambos serão julgados pela Justiça norte-americana. Segundo a procuradora, Maduro e a primeira-dama venezuelana foram denunciados por esses crimes pela Procuradoria-geral a um tribunal do Distrito Sul de Nova York e, por isso, terão de ser julgados por um tribunal deste estado. Pam não informou se já há data para o julgamento e disse apenas que o processo começará “em breve”.
Agradecimento e coletiva
“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um grande agradecimento às nossas corajosas forças militares, que conduziram a missão incrível e altamente bem-sucedida para capturar esses dois supostos narcotraficantes internacionais”, afirmou a procuradora, por meio de uma nota veiculada via redes sociais.
Uma coletiva de imprensa está marcada para 13h (horário de Brasília) pelo governo dos Estados Unidos, onde serão apresentados detalhes pelo governo norte-americano sobre a incursão militar contra a Venezuela, realizada na madrugada deste sábado (02/01).
Retirados por via aérea
Pam Bondi não respondeu às perguntas sobre o paradeiro de Maduro e sua esposa, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou por meio de sua rede social que Maduro e a esposa foram retirados da Venezuela por via aérea.
As operações militares ocorrem após os EUA passarem meses posicionando forças militares no Mar do Caribe, incluindo a presença de navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo.
Oficialmente, os EUA justificaram o deslocamento das forças como uma ação para combater “narcoterroristas”, mas entre vários analistas internacionais e governos de outros países, o que se considera é que as iniciativas têm como objetivo claro provocar uma mudança de regime na Venezuela, cujo governo está sob controle dos chavistas (políticos ligados ao ex-presidente Hugo Chaves, já falecido) há mais de duas décadas.
— Com Agências de Notícias


