Morte de Raul Jungmann repercute entre autoridades do judiciário e da política

Há 55 minutos
Atualizado segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O falecimento do ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann, aos 74 anos, neste domingo (18), em Brasília, mobilizou autoridades do Poder Judiciário, líderes políticos e representantes do setor mineral. Jungmann lutava contra um câncer de pâncreas e recebia cuidados paliativos. Ele foi internado em um hospital particular e não resistiu. 

Jungmann deixa um legado de mais de cinco décadas dedicadas à vida pública brasileira, tendo ocupado posições estratégicas em diferentes governos e, mais recentemente, a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

As manifestações de pesar vieram de diversas frentes. O presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, os ministros da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, expressaram condolências e destacaram a importância da trajetória do político pernambucano. O velório, atendendo a um desejo do próprio Jungmann, será restrito a familiares e amigos próximos.

Homenagens destacam trajetória do ex-ministro

Em nota oficial, Alexandre de Moraes classificou Jungmann como “um grande democrata” e exemplo de homem público. O ministro relembrou a parceria durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, quando trabalharam juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento. “Raul Jungmann foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência”, afirmou Moraes, solidarizando-se com os familiares.

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, também divulgou nota de pesar. Ele ressaltou que Jungmann “prestou relevantes serviços ao Estado brasileiro e deixou importante contribuição à vida pública nacional”.

O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que Jungmann era um “homem público preparado, defensor da democracia e comprometido como Brasil”.

Políticos lamentam perda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, usou as redes sociais para expressar pesar pela morte do ex-parlamentar. Motta revelou que, ainda em dezembro, havia concedido em nome da Casa uma Moção de Louvor a Jungmann, como reconhecimento de sua trajetória pública e dos serviços prestados ao Brasil.

“Ficam as lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, escreveu o presidente da Câmara.

O líder do PT no Senado, senador Randolfe Rodrigues, escreveu: “perdemos Raul Jungmann, um dos mais capacitados e éticos homens públicos”. 

Trajetória marcada pela diversidade de atuações

Natural de Pernambuco, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira. Iniciou sua carreira política como vereador e posteriormente elegeu-se deputado federal, construindo uma trajetória que o levaria a ocupar quatro ministérios diferentes.

Nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, Jungmann comandou as pastas de Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.

Michel Temer afirmou: “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”

Liderança no setor mineral

Em 2022, Jungmann assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). À frente da entidade, buscou implementar uma agenda de transformação do setor mineral, com ênfase especial na defesa de uma mineração mais comprometida com a sustentabilidade.

A presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, definiu Jungmann como um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”. Segundo ela, o ex-ministro conduziu o instituto em um período decisivo para o setor.

Ana Sanches destacou ainda que Jungmann fortaleceu a entidade e beneficiou o setor mineral em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade. Essas características, presentes em toda sua trajetória, foram fundamentais para modernizar a agenda do setor nos últimos anos.

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