Detentos com mãos para fora dentro de celas em um complexo prisional

Mais 10 estados estão em fase final de instalação de centrais de regulação de vagas no sistema prisional, anuncia CNJ

Há 1 hora
Atualizado sexta-feira, 13 de março de 2026

Da Redação

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou recentemente que dez estados entraram na fase final para a instalação de Centrais de Regulação de Vagas (CRV) do sistema prisional, que consistem em um conjunto de ferramentas para resolver de forma definitiva o problema de superlotação de vagas no país.

As centrais criam regras específicas para ocupação de vagas, alocação de perfis e para fluxos de entrada e saída do sistema prisional. 

Os estados que terão CRVs instaladas neste semestre são Acre, Amazonas, Ceará; Espírito Santo, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia; e Santa Catarina. Enquanto as do Maranhão e da Paraíba já foram instaladas.

Primeiros relatórios

A previsão do Conselho é de que, a partir de junho, magistradas e magistrados da execução penal desses estados recebam os primeiros relatórios das centrais, com informações que incluem taxa de ocupação das unidades prisionais e lista de pessoas privadas de liberdade organizadas por proximidade da progressão de regime. 

A ideia é que o Judiciário leve em conta essas informações nas decisões sobre soltura ou manutenção de prisão ou regime.

“A premissa da Central de Regulação de Vagas é ao mesmo tempo simples e estruturante: para cada vaga prisional deve haver apenas uma pessoa presa. Essa regra, que parece elementar, é a base para o funcionamento mínimo de qualquer política penitenciária séria”, afirmou a juíza auxiliar da presidência do CNJ, Andréa da Silva Brito.

Déficit de 202 mil vagas

Segundo dados do Conselho, o Executivo Federal registrou no primeiro semestre de 2025, um déficit de 202 mil vagas no sistema prisional. 

Conforme técnicos envolvidos nesta operacionalização, de forma paralela, será iniciado ainda em março o segundo ciclo de implantação da CRV nas 15 unidades da Federação restantes que não iniciaram o processo no ano passado, com foco na nacionalização até 2027 prevista dentro do programa ‘Pena Justa’. 

Para o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), Luís Lanfredi, a superlotação prisional é um elemento central para o estado de coisas inconstitucional no sistema penal definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ampliamento de tensões internas

“Unidades funcionando além de suas capacidades ampliam tensões internas, desorganizam o trabalho de profissionais penais e acabam fortalecendo as facções criminosas. Ao final, contribuem também para o aumento da reincidência e a piora da segurança pública”, frisou Lanfredi. 

A primeira experiência com CRV teve início em 2023 no estado do Maranhão. Em outubro de 2025, foi instalada a segunda Central, na Paraíba — que tem servido de modelo para a instalação nos demais estados.

— Com informações do CNJ e do Ministério da Justiça

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