A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, com foco na interrupção de supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados brasileiros, com ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As medidas também envolvem o bloqueio e sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
Buscas incluem empresários e ex-presidente da Reag
Os mandados atingem não apenas Daniel Vorcaro, mas também os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur, este último ex-presidente da gestora Reag. Vorcaro já havia sido preso durante a primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025.
As ações da Polícia Federal ocorrem nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O foco principal é aprofundar as investigações sobre crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Objetivo é interromper esquema e recuperar ativos
De acordo com nota oficial da Polícia Federal, “as medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”. A operação busca desarticular a estrutura financeira e patrimonial do grupo envolvido, com atenção especial à preservação dos recursos identificados até o momento.
As diligências desta quarta-feira têm como base os elementos reunidos na fase anterior, permitindo à PF avançar na identificação de movimentações suspeitas e no rastreamento dos ativos.
Operação mira fraudes financeiras em larga escala
A Operação Compliance Zero tem como foco principal as supostas irregularidades cometidas no Banco Master, cuja administração estaria envolvida em práticas ilícitas que vão desde a má gestão até a manipulação do mercado financeiro. O nome de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao banco, é o principal entre os investigados.
Com a autorização do STF, a PF intensifica as medidas para garantir que os valores obtidos por meios ilícitos não sejam ocultados ou diluídos em estruturas empresariais complexas. O sequestro e bloqueio de bens e contas somando mais de R$ 5,7 bilhões demonstram a magnitude do caso.
Tanure e Mansur também estão na mira da PF
A participação de outros nomes de peso, como o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, amplia o alcance da operação. Ainda não há detalhes sobre o papel de cada um dos citados nas supostas fraudes, mas a inclusão deles nas diligências sinaliza um possível envolvimento mais profundo no esquema.
Esta fase da investigação representa um novo esforço das autoridades para coibir crimes do colarinho branco e proteger o sistema financeiro nacional. A expectativa é que novas informações surjam a partir da análise do material apreendido.


