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PF indicia perito por vazamento de mensagens entre servidores do STF e do TSE em 2022

Há 2 anos
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Polícia Federal indiciou esta semana o perito Eduardo Tagliaferro, por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. Ele é acusado de vazamento de conversas de servidores do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com assessores do mesmo magistrado no Tribunal Superior Eleitoral, no período em que Moraes presidiu a Corte.

O pedido de investigação à PF foi feito pelo ministro depois do vazamento das mensagens, em 2022. Para o delegado Thiago Batista Peixes, responsável pelo inquérito da PF, a divulgação das conversas teve o objetivo de desacreditar o Judiciário e macular a honra e a imparcialidade dos ministros. 

Após receber as conclusões da Polícia Federal, Moraes concedeu 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso. A PGR deve indicar se há elementos suficientes para apresentar denúncia contra o perito ou se serão necessárias diligências complementares.

Chefe de setor

Tagliaferro foi chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE. O relatório final do inquérito informa que mensagens obtidas na investigação comprovam a materialidade do crime.  O celular do ex-assessor foi apreendido durante depoimento prestado por ele à PF em São Paulo, em agosto do ano passado.

O relatório destaca que “as informações divulgadas vão além da violação de sigilo funcional, pois têm o condão de desacreditar a mais alta corte do Poder Judiciário, a imparcialidade dos membros e obstar o prosseguimento de investigações que envolvem organizações criminosas”.

O vazamento foi associado ao inquérito das fake news, que apura ataques a ministros e tem Alexandre de Moraes como relator no STF. Por meio do seu advogado,Tagliaferro negou envolvimento com o caso e afirmou que a investigação contra ele contém fragilidades.

 

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