entrevista de familiares de Marielle antes do Julgamento no STF

Abraços, choro e muita emoção de familiares marcam o início do julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle, no STF

Há 2 horas
Atualizado terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Por Hylda Cavalcanti

Um misto de emoção, abraços solidários e ansiedade por parte dos familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes marcaram a entrevista coletiva que concederam antes do início do julgamento dos mandantes do assassinato da Veradora do Rio de Janeiro. Uma das mais emocionadas, a mãe de Marielle. dona Marinete da Silva fez um desabafo. “São quase oito anos de espera. Toda mãe sabe como é a dor de uma mãe, não acaba nunca. Mas a gente segue até aqui para falar sobre a importância do júri desses homens, que jamais imaginavam, pelo poder que tinham, que um dia viriam a ser julgados”.

No mesmo tom, o pai da vereadora, Antonio Francisco da Silva Neto, enfatizou: “Hoje vai ser um dia primordial. Nennhum dos que estão no banco dos réus deu uma chance de defesa para Mariele, no entanto eles estarão sendo julgados com grandes e caras bancas de advogados para defendê-los pelo crime bárbaro que cometeram.

Sem comemorações

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, destacou que o dia é importante e de alívio, mas sem comemorações. “Não tem comemoração. Marielle e Anderson não serão trazidos de volta. Mas sabemos que o que está acontecendo aqui, de depois de tantos anos termos o julgamento dos mandantes do crime ainda é uma exceção”.

“Por isso, esse julgamento não é uma resposta apenas em relação aos casos de Marielle e Anderson, mas uma resposta à democracia e à luta por justiça. Achavam que o corpo da minha irmã seria um corpo descartável, como tantos outros têm sido ao longo dos anos”, acrescentou.

Marco para o Brasil

A filha de Marielle, hoje presidente da ONG Marielle Franco, Luyara Franco, disse que, como filha, considera a data um marco de um novo Brasil para o Estado e a sociedade brasileira. “Todos queremos dizer que a Justiça aconteceu e que os assassinatos de minha mãe e de Anderson não fiquem impunes”, frisou.

A atual vereadora do Rio de Janeiro e viúva de Marielle, Mônica Benício, afirmou que o caso não teria sido esclarecido se não fossem a pressão social e da mídia. “Esse crime mostrou bem o mundo obscuro e as conexões existentes entre a política, os poderosos, muitas instituições e o crime organizado”, acusou.

Também a esposa de Anderson Gomes, Agatha Reis se pronunciou. Agatha destacou que o julgamento é uma forma de mostrar que quem ordena crimes também pode ser condenado e preso. “Vamos obter, finalmente, a resposta que tanto esperávamos”, acentuou.

Autor

Leia mais

PGR reforça acusação no STF e pede condenação dos réus pelo assassinato de Marielle Franco

Há 21 minutos
Sede do STF com seta ondicando subida dos salários funcionais

Cúpula dos Poderes discute transição para adequação ao teto constitucional

Há 35 minutos
sala da primeira Turma do STF, início da sessão

STF inicia julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Há 2 horas

TJ-SP mantém multa a concessionária por falta de reparo em rodovia

Há 4 horas

TST sedia congresso internacional sobre relações de trabalho em março

Há 4 horas
Vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em março de 2018,

Caso Marielle: Primeira Turma do STF julga acusados de mandar matar vereadora

Há 5 horas
Maximum file size: 500 MB