Carlos Marchionatti, do TJRS, é convocado para o STJ

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O desembargador Carlos Cini Marchionatti, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), foi designado pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin, para integrar a 2ª Seção e a 3ª Turma da Corte, colegiados especializados em Direito Privado.

Ele começou a atuar no STJ esta semana e a convocação temporária decorre do fato de o Tribunal estar com dois ministros a menos em sua composição, em função das vagas ainda não preenchidas após a aposentadoria de duas magistradas.

Marchionatti é conhecido como detentor de grande conhecimento jurídico e tem bom relacionamento com os colegas magistrados, advogados, servidores do Judiciário e estudantes de Direito.

É do tipo que sai do gabinete para visitar servidores, cartórios e juízes, além de gostar de ver de perto como está funcionando o atendimento aos jurisdicionados. Motivos que o levaram a ser conhecido como um julgador bastante preocupado com a boa prestação de serviços por parte do Judiciário.

A partir dos votos que relata e das declarações feitas em palestras e aulas de que participa, ele é reconhecido pela preocupação com a segurança jurídica, principalmente no âmbito do Direito Privado.

Costuma afirmar que, ao longo de 38 anos de magistratura, está ciente da obrigação e responsabilidade que possui para com a população, enquanto julgador. Gosta de repetir que “a humildade é o centro da sabedoria”.

Marchionatti é autor do livro “Dúvida Registral Imobiliária e Direitos Fundamentais”, lançado em 2023, obra na qual aborda aspectos sobre a exploração da propriedade privada imobiliária sob duas perspectivas: como direito real e como direito fundamental.

Na publicação, o magistrado ressalta a relevância de se compreender a relação intrínseca entre essas perspectivas e como elas moldam o procedimento da dúvida registral imobiliária.

Destaca sempre a importância da atividade cartorária no país e o papel que esta atividade tem na promoção da segurança jurídica. 

Afirma que “a atuação dos cartórios contribui para a desburocratização e desjudicialização dos serviços, permitindo que questões complexas, como aquisição de direitos reais e propriedade, sejam formalizadas de maneira mais eficiente e segura”. 

No período em que ocupou a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (entre 2017 e 2018), Marchionatti se destacou como um gestor ativo, que percorreu muitos cartórios e zonas eleitorais do estado. 

O objetivo dessas visitas foi conversar de perto com servidores, juízes e promotores sobre o andamento dos serviços pertinentes à Justiça eleitoral, em municípios diversos. Nesses locais, também fez questão de observar as condições de trabalho do atendimento ao público. 

Formação acadêmica 

Carlos Cini Marchionatti é mestre em Direito Privado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em ciências jurídicas pela Universidade do Vale do Itajaí. Ele ingressou na magistratura em 1986 e foi promovido a desembargador do TJRS em 2001.

Além de seu trabalho na Justiça estadual, atuou na Justiça Eleitoral, tendo ocupado o cargo de presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul entre 2017 e 2018. 

O desembargador tem vasta experiência nas áreas de Direito Criminal, Privado e Eleitoral e, conforme declarações dadas ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, chega ao STJ “com a expectativa de contribuir significativamente para o fortalecimento da Justiça no país”, como vem fazendo ao longo de mais de quatro décadas de carreira.

 

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