MPDFT requer abertura de inquérito contra Bolsonaro por associar Lula ao regime de Bashar al-Assad

Há 7 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Por Carolina Vilella

O Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) requereu à Polícia Civil do DF abertura de inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar possível crime contra a honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A suspeita é que Bolsonaro tenha publicado, em um aplicativo de mensagens, uma imagem que vincula o atual presidente ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad, associando-o a execuções de pessoas LGBT+.

Inicialmente, a notícia do fato foi encaminhada à Procuradoria da República em São Paulo que judicializou o feito. Depois, a competência foi declinada à Justiça Estadual de São Paulo e a Vara Criminal da Comarca de Taboão da Serra/SP remeteu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), chegando a análise do MPDFT.

Ministério da Justiça iniciou procedimento protocolar

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, comandado por Ricardo Lewandowski, havia solicitado em 7 de julho à Polícia Federal a investigação do episódio. O suposto crime foi denunciado por um cidadão que acionou o procedimento protocolar previsto em lei para casos que envolvem possíveis crimes contra a honra do presidente da República.

Após o envio do caso ao MPDFT, o órgão requereu que fosse dada ciência ao Ministério da Justiça – por envolver o atual presidente – e requisitou à Polícia Civil do Distrito Federal a instauração de inquérito e apuração dos fatos.

Contexto da denúncia e implicações jurídicas

A publicação atribuída a Bolsonaro teria associado o presidente Lula ao regime autoritário de Bashar al-Assad, que governou a Síria por quase 25 anos até deixar o poder em dezembro de 2024, após uma ofensiva rebelde que iniciou um período de transição no país. O ex-ditador sírio foi acusado de graves violações aos direitos humanos, incluindo perseguições à comunidade LGBT+.

O crime contra a honra, tipificado no Código Penal brasileiro, abrange calúnia, difamação e injúria, podendo resultar em penas que variam de seis meses de detenção a dois anos, além de multa. Quando as condutas são praticadas contra o presidente da República, as penas são aumentadas em um terço.

Autor

Leia mais

agência bancária em horário de atendimento

TST barra recurso de bancária e mantém perda de função por falta de provas de retaliação

Há 16 horas

Chuck Norris, lutador e lenda dos filmes de ação, morre aos 86

Há 16 horas
Mãos de mulher contam dinheiro à frente de uma placa do INSS

STJ passa a exigir contribuição previdenciária sobre terço de férias após decisão do STF

Há 17 horas
ex-ministro da justiça de Jair Bolsonaro de cabeça baixa à rente de uma bandeira do Brasil

Alexandre de Moraes autoriza Anderson Torres a deixar prisão para tratamento odontológico

Há 17 horas
Plenário do TSE lotado

TSE fixa prazo de afastamento para auditores do TCU que desejam disputar eleições

Há 17 horas
Ministro Carlos Pires Brandão, do STJ

Ministro Carlos Pires Brandão, do STJ, nega HC e mantém preso o presidente da Rioprevidência 

Há 18 horas
Maximum file size: 500 MB