Conflitos observados em manifestações

País teve 1,2 mil vítimas de crimes por motivação política entre 2003 e 2023; 760 resultaram em mortes

Há 2 horas
Atualizado segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Da Redação

O mais recente levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrasp) apurou que no período entre 2003 e 2023, um total de 1.228 pessoas — entre políticos e ativistas — foram vítimas de violência política letal no Brasil, seja por meio de assassinatos, tentativas de assassinato e ameaças de morte. Desse total, mais da metade chegou a falecer.

O levantamento apontou que do número de vítimas, foram 760 mortes, o que resultou em uma média nacional de 61,4 mortes por ano. Conforme o levantamento, estados das regiões Norte e Nordeste são os que concentram o maior número de óbito por esse tipo de motivação, mas os casos foram observados em todo o país.

Espaços públicos

O trabalho também informa que metade dos ataques aconteceu em espaços públicos visíveis, como ruas e estradas. E os ativistas têm sido as principais vítimas em conflitos relacionados à terra — principalmente envolvendo populações indígenas e disputas ambientais.

Já os políticos, têm sido as principais vítimas em disputas eleitorais ou embates internos às instituições públicas.

De 2003 a janeiro de 2023

O levantamento apurou dados de boletins observados no país, no período entre o início do primeiro governo Lula e a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. 

Segundo a avaliação dos pesquisadores, a maioria dos episódios que terminaram em mortes ocorreram em períodos de crise na conjuntura política e sob os governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Arma de fogo na frente

A maior parte dos assassinatos por este tipo de motivação foi provocada por armas de fogo (87,5% do total de casos), o que levou a uma indicação de que muitas dessas mortes possam ter sido praticadas por assassinos profissionais contratados.

Dentre os casos mais emblemáticos e de grande repercussão mundial ocorridos no Brasil, o estudo cita o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018. Os réus acusados de serem os mandantes e de planejar o crime serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no final deste mês de fevereiro.

— Com informações da Agência Brasil

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