Seteve Bannon afirma que se Bolsonaro se livrar do processo, Trump retira tarifas.

Steve Bannon Condiciona Retirada de Tarifas ao Arquivamento de Processos contra Bolsonaro

Há 7 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A Declaração de Bannon

Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca e conselheiro de Donald Trump, declarou à colunista do UOL nos EUA, Mariana Sanches, que o governo americano retiraria as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros caso o Brasil arquivasse os processos judiciais contra Jair Bolsonaro.

“Derrubem o caso, derrubamos as tarifas”, disse Bannon quando questionado pela colunista sobre possibilidades de negociação. Embora não ocupe cargo oficial no segundo mandato de Trump, Bannon é considerado um dos principais conselheiros do presidente republicano.

O Contexto das Tarifas

As tarifas de 50% sobre produtos brasileiros foram anunciadas pela Casa Branca e devem entrar em vigor no dia 1º de agosto. Em carta oficial, Trump caracterizou os processos contra Bolsonaro como “caça às bruxas” e “vergonha internacional”.

A carta também mencionou “ordens ilegais e secretas” do Supremo Tribunal Federal para retirar conteúdos de “usuários americanos” das redes sociais. Esta referência relaciona-se a dois casos:

  • A ação movida pela Trump Media and Technology Group e pela rede Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes na Flórida desde fevereiro, alegando extrapolação de jurisdição
  • O conflito entre Elon Musk e o STF em 2024, que resultou na suspensão temporária do X (ex-Twitter) no Brasil

Possíveis Sanções Adicionais

Segundo Bannon, conforme relatado pela colunista do UOL, o governo americano planeja “mais ações” contra o Brasil, incluindo sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos nos quais Bolsonaro responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A Resposta do Governo Brasileiro

O governo Lula rejeitou qualquer interferência externa. Em nota oficial, o presidente afirmou: “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”.

Esclarecimentos sobre Elon Musk

Bannon negou que Elon Musk tenha participado das articulações para pressionar o Brasil. “Elon Musk ficou completamente fora desse ‘loop'”, declarou à colunista do UOL.

O ex-estrategista detalhou que Musk “nunca fez qualquer menção ao Brasil” e “já foi expulso do círculo íntimo do presidente Trump”. Bannon e Musk mantêm uma relação de confronto público, com trocas de acusações recentes.

Os Articuladores da Pressão

Segundo Bannon, em declarações à colunista do UOL, a articulação para convencer Trump sobre os processos brasileiros foi conduzida por:

  • Eduardo Bolsonaro (deputado federal licenciado)
  • Paulo Figueiredo (comentarista político)

Ambos teriam mobilizado contatos no Executivo e Congresso americanos para influenciar a decisão de Trump. Bannon confirmou ter conversado com o secretário de Estado Marco Rubio e com Trump sobre o tema.

Justificativa Ideológica

Bannon justificou o apoio americano aos Bolsonaros afirmando que “Bolsonaro é o Trump dos Trópicos” e que “os Bolsonaros são amados aqui porque nós nos vemos neles”.

Impactos das Declarações

Precedente Diplomático

As declarações representam uma tentativa de condicionar relações comerciais a decisões judiciais internas de outro país, estabelecendo um precedente nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

Soberania Judicial

A situação levanta questões sobre a independência do sistema judiciário brasileiro face a pressões econômicas externas.

Relações Comerciais

As tarifas anunciadas afetam diretamente o comércio bilateral entre os dois países, com impactos econômicos para ambas as nações.

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