STF homologa acordo sobre uso de câmeras pela PM de São Paulo

Há 9 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Na abertura da sessão plenária desta quinta-feira (8), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, anunciou a homologação do acordo firmado entre o Estado de São Paulo, a Defensoria Pública e o Ministério Público paulista sobre o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar. A medida foi discutida no âmbito da Suspensão de Liminar  (SL 1696) e busca responder ao aumento de mortes em ações policiais, além de mudanças recentes na política de uso desses equipamentos.

O acordo foi celebrado após três audiências conduzidas pelo Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (NUSOL) do STF, e será agora monitorado pela 12ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, onde já tramita ação sobre o tema. Em caso de descumprimento das cláusulas, o Supremo poderá retomar sua atuação no processo.

Entre os principais pontos acertados, está o aumento de 25% no número de câmeras corporais, totalizando 15 mil equipamentos. A ampliação contemplará batalhões classificados como de alta e média prioridade, de acordo com critérios de risco. Também serão implementadas novas funcionalidades tecnológicas, incluindo três formas de acionamento das câmeras: manual pelos policiais, remoto pelo centro de operações e automático, por meio de conexão bluetooth, sempre que houver agentes a até dez metros de uma ocorrência.

Outra inovação prevista é o mecanismo de reativação automática caso a câmera seja desligada durante uma ocorrência, garantindo a integridade das imagens captadas.

Equilíbrio entre a segurança pública e o respeito ao cidadão

Durante o anúncio, Barroso elogiou o caráter técnico e colaborativo das negociações e afirmou que o acordo respeita tanto a liberdade do poder público para definir políticas quanto os direitos constitucionais dos cidadãos. “Considero que o acordo alcança o equilíbrio entre dois pontos importantes: a liberdade da administração pública para desenhar e elaborar suas políticas públicas e a necessidade de respeito aos direitos fundamentais, especialmente das pessoas de maior vulnerabilidade”, afirmou o presidente do STF.

O ministro destacou ainda que a Polícia Militar de São Paulo se comprometeu a valorizar a cultura do uso das câmeras, e que as instituições envolvidas irão atuar de forma conjunta no desenvolvimento de indicadores de monitoramento e avaliação da efetividade da política pública. Os resultados servirão de base para relatórios técnicos.

Ao encerrar sua fala, Barroso celebrou a solução pacífica do impasse: “Com boa fé e boa vontade, quase tudo pode ser resolvido nessa vida”, concluiu.

ReplyForwardAdd reaction

Autor

Leia mais

TSE encerra audiências sobre regras eleitorais de 2026

Há 15 horas

Dino dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas e fixa regras provisórias

Há 16 horas

Zanin suspende ação que questiona regras da Anvisa sobre publicidade de alimentos e medicamentos

Há 16 horas
Vista aérea de áraea do derramamento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015

STJ define quais as ações sobre derramamento da barragem do Fundão devem ser julgadas pelo TRF 6

Há 16 horas

Sonhos de Trem, a paisagem humana

Há 18 horas

Defesa de Filipe Martins pede revogação de prisão preventiva

Há 18 horas
Maximum file size: 500 MB