Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

Pesquisas eleitorais para 2026 já podem (e devem) ser registradas na Justiça Eleitoral

Há 10 meses
Atualizado terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Da Redação

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, desde o dia 1º de janeiro, institutos de pesquisa e empresas que realizarem levantamentos de opinião sobre as Eleições Gerais de 2026 devem registrar os estudos na Justiça Eleitoral. O cadastro é obrigatório mesmo para pesquisas que não serão divulgadas publicamente, conforme determina a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).

O registro deve ser feito até cinco dias antes da divulgação dos resultados. As informações exigidas incluem o contratante da pesquisa, valor e origem dos recursos, metodologia utilizada e período de realização. Também devem constar dados sobre o plano amostral, incluindo critérios de ponderação quanto a sexo, idade, escolaridade, condição econômica e localização geográfica, além do intervalo de confiança e margem de erro.

Como realizar o cadastro

O procedimento é inteiramente eletrônico e deve ser feito pelo sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). Empresas e entidades precisam primeiro se cadastrar na plataforma para depois registrar cada novo levantamento. Aquelas que já realizaram pesquisas em eleições anteriores não precisam fazer novo cadastramento, mas devem registrar os novos estudos.

Todas as informações inseridas no sistema ficam disponíveis para consulta pública pelo prazo de 30 dias. A Justiça Eleitoral esclarece que não realiza controle prévio sobre os resultados das pesquisas nem gerencia sua divulgação. A atuação da Justiça ocorre apenas quando provocada por meio de representação formal.

Penalidades para descumprimento

A divulgação de pesquisa sem o registro prévio sujeita os responsáveis a multa entre 50 mil e 100 mil UFIRs. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa no mesmo valor. Durante o período de campanha eleitoral, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral é totalmente proibida.

As pesquisas eleitorais funcionam como instrumentos para avaliar a viabilidade de possíveis candidaturas. Também servem como termômetro sobre temas que a população deseja ver debatidos durante as campanhas, auxiliando partidos e candidatos no planejamento estratégico.

Outras restrições em ano eleitoral

Desde 1º de janeiro também estão em vigor outras proibições estabelecidas pela legislação eleitoral. A administração pública fica impedida de distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios, exceto em casos de calamidade, estado de emergência ou programas sociais já previstos em lei e em execução orçamentária no ano anterior. O Ministério Público pode acompanhar a execução financeira e administrativa dessas exceções.

Fica vedada a execução de programas sociais por entidades ligadas nominalmente a candidatos ou por eles mantidas. A regra vale mesmo para programas autorizados em lei ou em execução no exercício anterior, visando evitar o uso da máquina pública em benefício de campanhas.

Outro limite estabelecido se refere aos gastos com publicidade governamental. Órgãos públicos federais, estaduais e municipais, assim como suas entidades da administração indireta, não podem realizar despesas que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos anteriores à eleição. As condutas vedadas aos agentes públicos constam no capítulo V da Resolução TSE nº 23.735/2024.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 2 dias

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 2 dias

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 2 dias
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 2 dias

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 2 dias