Da Redação
O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, Felix Fischer, morreu aos 78 anos, em Brasília. Ele estava hospitalizado no Hospital Sírio-Libanês, onde recebia cuidados médicos. A informação foi divulgada oficialmente pela corte.
O velório ocorrerá na sede do STJ, nesta quinta-feira (26), a partir das 9h30. O enterro está previsto para as 14h30, no Cemitério Campo da Esperança. Autoridades do Judiciário devem prestar as últimas homenagens ao magistrado.
Fischer integrou o tribunal por mais de duas décadas e ocupou posições de destaque. Sua trajetória foi marcada por forte atuação na área penal e por participação ativa na administração da Justiça federal.
Trajetória marcada pela dedicação ao Judiciário
Natural de Hamburgo, na Alemanha, Fischer nasceu em 30 de agosto de 1947. Ainda criança, mudou-se para o Brasil com a família e adquiriu a nacionalidade brasileira. Construiu toda a sua formação acadêmica e carreira no país.
Graduou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1971. No ano seguinte, concluiu o curso de Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Ingressou no Ministério Público do Paraná em 1974, iniciando como promotor substituto. Ao longo dos anos, foi promovido sucessivamente até alcançar o cargo de procurador de Justiça, em 1990.
Atuação de destaque no STJ e em órgãos da Justiça
A nomeação para o STJ ocorreu em 17 de dezembro de 1996, na vaga destinada a integrante do Ministério Público. Como brasileiro naturalizado, atingiu o posto mais elevado possível na magistratura, já que a Constituição reserva o Supremo Tribunal Federal a brasileiros natos.
No tribunal, presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção antes de assumir a presidência da corte entre 2012 e 2014. No mesmo período, também esteve à frente do Conselho da Justiça Federal.
Fischer ainda exerceu funções no Tribunal Superior Eleitoral, onde foi ministro e corregedor. Também dirigiu a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados e participou de comissões e publicações jurídicas relevantes.
Legado, reconhecimento e vida pessoal
Ao completar 20 anos de atuação no STJ, em 2016, acumulava quase 115 mil processos julgados. O número expressivo refletia sua intensa produtividade e compromisso com a prestação jurisdicional.
Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens e títulos honoríficos. Foi integrante da Academia Paranaense de Letras Jurídicas, além de ter sido reconhecido como Cidadão Honorário do Paraná.
Fischer deixa a esposa, Sônia, e os filhos Octávio, João, Denise e Fernando. Aposentado desde 2022, encerra uma trajetória considerada relevante para o fortalecimento da Justiça brasileira.


