Vorcaro sinaliza delação e transferência deve facilitar acordo com PGR e PF

Há 2 horas
Atualizado sexta-feira, 20 de março de 2026

Da Redação

Em medida que pode ser o primeiro passo concreto rumo a uma delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na noite desta quinta-feira, 19, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, . A autorização veio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, e a mudança atende a um pedido da defesa, que alega ter dificuldades para conduzir as negociações enquanto o cliente estava numa penitenciária federal.

A sinalização de que Vorcaro está disposto a colaborar com as investigações ganhou força após a assinatura de um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal. O documento formaliza o início das tratativas e proíbe o futuro delator de revelar o que está sendo negociado.

Decisão veio após derrota no STF

A virada na estratégia de Vorcaro ocorreu na semana passada. Na última sexta-feira, 13, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter sua prisão preventiva. Diante da derrota, o banqueiro optou por mudar de rumo: trocou a equipe jurídica e decidiu negociar uma delação. O advogado José Luís de Oliveira Lima assumiu o caso para liderar o processo.

Vorcaro está preso desde o dia 4 de março, por ordem do próprio André Mendonça. A prisão foi decretada após a Polícia Federal apresentar ao STF provas de que o banqueiro mantinha um braço armado — usado tanto para ameaçar adversários quanto para invadir sistemas de informática de órgãos de investigação.

Negociações ainda estão no começo

A nova equipe de defesa iniciou os contatos com investigadores e com o STF nesta semana, mas as conversas ainda estão longe de um acordo fechado. Segundo pessoas próximas ao processo, ainda não foi definida a lista de temas que Vorcaro vai abordar nem os nomes que pretende entregar.

A transferência para a sede da PF em Brasília serve justamente para destravar essa etapa. A expectativa de quem acompanha o caso é que o empresário negocie também benefícios para familiares que entraram na mira das investigações — entre eles seu pai, Henrique, e sua irmã Natália.

O que os investigadores esperam ouvir

Nos bastidores, investigadores acreditam que Vorcaro pode abrir novos caminhos de prova e revelar informações que ainda não foram descobertas. A avaliação é baseada, em parte, no histórico do próprio caso: o celular do banqueiro, apreendido em novembro do ano passado, já gerou um volume expressivo de evidências contra ele e seus aliados.

Se a delação se concretizar, ela pode ampliar significativamente o alcance das investigações em curso — e a transferência desta quinta-feira seria, então, o marco inicial desse processo.

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