Aparteando Cármem Lúcia, Moraes exibe dois vídeos com ataques de Bolsonaro e depredações de prédios

Há 6 meses
Atualizado quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Por Carolina Villela e Hylda Cavalcanti

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou dois vídeos para os colegas, durante o julgamento da Ação Penal 2668, que tem como um dos réus o ex-presidente Jair Bolsonaro. Um deles mostra Bolsonaro durante manifestação em São Paulo, em cima de um palanque o criticando e dizendo que “ou ele [Moraes] se enquadra ou pede para sair”.

Em seguida, Moraes apresentou vídeos dos atentados ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023. O ministro, que é relator da ação, repetiu afirmação da ministra Cármen Lúcia — que está proferindo o seu voto — de que o que aconteceu nos atos de depredação de prédios públicos em Brasília ”não foi um domingo no parque nem um passeio à Disney”. A frase foi dita no início da sessão pela própria Cármen e pelo ministro Flávio Dino.

“Isso não é liberdade de expressão”, frisou Moraes

“Houve toda uma organização e um movimento que envolveu vários órgãos como Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI)”, frisou Moraes, deixando claro que o julgamento não é contra as instituições brasileiras.

“Eu pergunto a qualquer julgador de qualquer tribunal se isso é liberdade de expressão. Qual a segurança que vamos deixar para que todo prefeito possa ir no dia 7 de setembro como um patriota jogar a população contra o Judiciário? E eu digo mais: após essa manifestação, todos os ministros do STF passaram a sofrer muito mais ameaças”, acentuou o relator.

Fux saiu da sala no momento dos vídeos

O ministro Luiz Fux, que tem se mantido quieto, sem muita integração com os colegas, levantou-se e saiu da Turma logo que começou a apresentação dos vídeos por Moraes. Ele retornou alguns minutos depois. Fux foi muito criticado nas últimas horas pelo enorme voto que proferiu ontem, abrindo divergência à posição do relator e absolvendo Bolsonaro de condenação.

Por sua vez, o ministro Cristiano Zanin Martins e o Procurador-geral da República, Paulo Gonet, acompanham atentamente o voto da ministra Cármen Lúcia. O ministro Flávio Dino acompanha tudo atentamente também, mas ele se alterna entre olhar o celular e prestar atenção ao voto

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