Da Redação
O Banco Central do Brasil (BCB) decretou, nesta quarta-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM). A medida atinge todo o conglomerado prudencial Pleno e foi motivada pela grave deterioração da situação financeira das instituições, aliada ao descumprimento de regras do setor.
O dono do Banco Pleno é Augusto Lilma, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025, na esteira do escândalo financeiro que o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, classificou como o maior da nossa história.
Deterioração da liquidez
No caso do Banco Pleno, a medida foi justificada pela deterioração da liquidez — ou seja, a incapacidade de a instituição honrar seus compromissos financeiros —, além de infrações às normas que regulam o setor bancário e ao descumprimento de determinações do próprio Banco Central
Desse modo, o Banco Central considerou que a instituição financeira apresenta problemas graves que comprometem sua saúde econômica. Por isso, determinou o encerramento das atividades do conglomerado de forma ordenada, protegendo o sistema financeiro e os interesses dos credores.
Instituição de pequeno porte com impacto limitado no sistema
O conglomerado Pleno é classificado como de pequeno porte e enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial brasileira, a categoria destinada às instituições de menor relevância sistêmica. Os números confirmam o tamanho reduzido: o grupo detém apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Isso significa que, apesar da gravidade da situação para os envolvidos diretamente, o impacto sobre o sistema financeiro como um todo é considerado limitado. O Banco Pleno é a instituição líder do conglomerado, ao qual a Pleno DTVM está vinculada.
Responsáveis terão bens bloqueados
Além de encerrar as atividades das instituições, a medida tem consequências diretas para os controladores e administradores do grupo. Por determinação legal, os bens dessas pessoas ficam automaticamente indisponíveis — ou seja, não podem ser vendidos, transferidos ou negociados enquanto durar o processo de apuração.
O Banco Central informou que continuará investigando o caso para identificar responsabilidades. Os resultados das apurações podem levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de comunicados às autoridades competentes, como o Ministério Público e a Polícia Federal, caso sejam identificadas irregularidades de natureza criminal.


