O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deverá ser votado pelo plenário na semana seguinte ao carnaval. A previsão foi anunciada após definição conjunta com o Poder Executivo e líderes partidários, e depende da análise prévia do texto pela comissão que acompanha o bloco sul-americano, marcada para a próxima semana.
Segundo Motta, há um clima favorável à aprovação do acordo. Para ele, a proposta transcende divisões políticas e deve unir oposição e base do governo. “É uma matéria de país, uma matéria de Estado, importante para a economia brasileira”, declarou o deputado.
Comissão analisará texto antes da votação no plenário
A relatoria e condução dos debates sobre o acordo no colegiado ficarão a cargo do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão relacionada ao Mercosul. Concluída essa etapa, o projeto estará pronto para ser apreciado em plenário.
O presidente da Câmara considera o cronograma eficiente: “Espero que, na semana seguinte ao carnaval, possamos votar no plenário da Câmara dos Deputados o acordo do Mercosul-União Europeia. Penso que esse é o encaminhamento mais célere e mais eficiente que podemos dar a uma matéria tão importante.”
Acordo é prioridade estratégica do governo brasileiro
O tratado entre os dois blocos econômicos é resultado de mais de 20 anos de negociações e é tratado pelo governo federal como um marco na política de integração comercial. O Executivo aposta na aprovação do acordo como uma ferramenta para ampliar mercados e atrair investimentos para o Brasil.
Como todo acordo internacional assinado pelo Executivo, a proposta precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional antes de ser incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro.
Senado também prepara terreno para análise do acordo
No Senado Federal, os preparativos para a tramitação do acordo também já estão em curso. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), quer instalar um grupo de trabalho para antecipar as discussões, mesmo antes da aprovação pela Câmara.
Segundo o parlamentar, o objetivo é acelerar o processo e garantir consenso entre os senadores, permitindo uma votação ágil assim que a matéria chegar à Casa. A estratégia evidencia o esforço coordenado entre as duas Casas Legislativas para lidar com um dos temas mais relevantes da agenda externa brasileira.
A eventual aprovação do acordo abriria caminho para uma nova fase nas relações comerciais entre o Brasil, os demais países do Mercosul e a União Europeia — o que pode impulsionar exportações, diversificar cadeias produtivas e modernizar setores estratégicos da economia nacional.


