Maioria do STF vota para invalidar norma que presume boa-fé no comércio de ouro

Há 11 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para considerar inconstitucionais trechos da lei que simplificou o processo de comercialização de ouro no Brasil. A norma presume a legalidade do metal adquirido e a boa-fé da empresa que o comprou. O julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7345 e 7273,no plenário virtual, termina às 23h59 desta sexta-feira(21/03). Até agora, seis ministros votaram para invalidar a regra.

Nas ações, os Partidos Socialista Brasileiro (PSB), Rede Sustentabilidade (Rede), e Partido Verde (PV) argumentam que a Lei 12.844/2013, da forma como foi redigida, “abre caminho para que as Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) comprem ouro e arquivem as informações fornecidas pelos vendedores (muitas vezes, posseiros e garimpeiros ilegais), sem nenhuma outra providência no sentido de comprovarem essas informações”.

Em maio de 2023, o Supremo referendou, por unanimidade, decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a lei. 

Em sessão virtual, ao declarar o dispositivo da lei inconstitucional, Gilmar Mendes ressaltou que evidências de danos ambientais, com consequência para a saúde da população, especialmente dos povos indígenas, e para o aumento da violência nas regiões de garimpo demonstram a urgência na mudança de paradigma. 

“É preciso que esse consórcio espúrio, formado entre garimpo ilegal e organizações criminosas, seja o quanto antes paralisado, o que justifica não apenas a declaração de inconstitucionalidade do art. 39, § 4º, da Lei 12.844/2013, como também a determinação de providências administrativas tendentes a incrementar a fiscalização”, afirmou. 

O ministro determinou que o poder Executivo federal, em especial à Agência Nacional de Mineração (ANM), o Banco Central do Brasil, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Casa da Moeda do Brasil, sem prejuízo da atuação de outros órgãos, adotem medidas regulatórias e/ou administrativas para inviabilizar a extração e a aquisição de ouro garimpado em áreas de proteção ambiental e terras indígenas, estabelecendo, inclusive, diretrizes especialmente quanto à verificação da origem legal do ouro adquirido por DTVMs. 

 

Autor

Leia mais

TSE encerra audiências sobre regras eleitorais de 2026

Há 2 dias

Dino dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas e fixa regras provisórias

Há 2 dias

Zanin suspende ação que questiona regras da Anvisa sobre publicidade de alimentos e medicamentos

Há 2 dias
Vista aérea de áraea do derramamento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015

STJ define quais as ações sobre derramamento da barragem do Fundão devem ser julgadas pelo TRF 6

Há 2 dias

Sonhos de Trem, a paisagem humana

Há 2 dias

Defesa de Filipe Martins pede revogação de prisão preventiva

Há 2 dias
Maximum file size: 500 MB