Fachada do prédio-sede da PETROBRAS

Petrobras puxa alta do Ibovespa em dia de ataques no Oriente Médio

Há 2 horas
Atualizado terça-feira, 3 de março de 2026

Da Redação

A Petrobras foi a protagonista desta segunda-feira (2) na bolsa brasileira. Com o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevando o preço do petróleo no mercado internacional, as ações da estatal dispararam e arrastaram o Ibovespa para o campo positivo — mesmo em um dia de instabilidade global. O índice fechou em alta de 0,28%, aos 189.307 pontos.

O pregão começou em queda, acompanhando o clima de cautela dos mercados ao redor do mundo. Mas o movimento se inverteu com a valorização das ações da Petrobras, que chegaram a subir 4,63% (PETR3) e 4,58% (PETR4). A Prio (PRIO3), outra empresa do setor de petróleo, também avançou forte: 5,12% no dia.

Conflito no Irã derruba fornecimento e empurra petróleo acima de US$ 90

O motivo para tanto entusiasmo com as petroleiras foi o salto do preço do barril. O petróleo tipo Brent, referência global, subiu 7,3% e chegou a ser negociado acima de US$ 90 no pico da sessão — o maior valor em meses.

A razão está no Estreito de Ormuz, canal estratégico na costa do Irã responsável pelo transporte de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo, além de grandes volumes de gás natural. O ataque dos EUA e de Israel ao Irã no sábado (28) interrompeu o fluxo nessa passagem vital, acendendo o sinal amarelo para o abastecimento global.

Ouro sobe e dólar avança com fuga para ativos mais seguros

Em momentos de crise, investidores costumam buscar refúgio em ativos considerados mais seguros — e foi exatamente o que aconteceu. O ouro à vista subiu 1,78% e chegou a ser negociado acima de US$ 5.400 por onça na máxima do dia.

O dólar também se fortaleceu frente ao real. A moeda americana avançou 0,62%, fechando a R$ 5,17, após tocar R$ 5,21 no ponto mais alto do pregão.

Incerteza deve manter mercados voláteis nos próximos dias

Para analistas, o ambiente ainda é de muita imprevisibilidade. “O desfecho ainda é altamente incerto, podendo variar de uma solução política relativamente rápida a uma escalada mais ampla do conflito”, avaliou Mathieu Racheter, estrategista-chefe do banco suíço Julius Baer, acrescentando que, em cenários de baixa visibilidade, os mercados reagem a probabilidades, não a fatos concretos.

O noticiário diplomático segue movimentado e contraditório. O jornal americano The Wall Street Journal informou que o Irã teria feito uma nova tentativa de retomar negociações nucleares com os EUA — mas Ali Larijani, chefe de segurança nacional iraniano, negou qualquer disposição para negociar.

Enquanto isso, o presidente Donald Trump afirmou que as operações militares seguirão até que os objetivos sejam cumpridos, mas sinalizou abertura para conversar com a nova liderança iraniana, segundo a revista The Atlantic.

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